{"id":153613,"date":"2020-01-09T15:32:44","date_gmt":"2020-01-09T17:32:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=153613"},"modified":"2020-01-09T15:32:44","modified_gmt":"2020-01-09T17:32:44","slug":"banco-central-revela-que-us-447-bilhoes-sairam-do-brasil-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=153613","title":{"rendered":"Banco Central revela que US$ 44,7 bilh\u00f5es sa\u00edram do Brasil em 2019"},"content":{"rendered":"<p>Num ano marcado pela forte volatilidade do c\u00e2mbio, a sa\u00edda de d\u00f3lares da economia brasileira superou o ingresso em US$ 44,77 bilh\u00f5es em 2019, divulgou o Banco Central (BC). Essa \u00e9 a maior retirada l\u00edquida de divisas desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1982.<\/p>\n<p>O recorde anterior de retiradas l\u00edquidas tinha sido registrado em 1999, quando o fluxo cambial \u2013 diferen\u00e7a entre as entradas e sa\u00eddas de d\u00f3lares \u2013 tinha ficado negativo em US$ 16,18 bilh\u00f5es. Naquele ano, o Brasil tinha abandonado a pol\u00edtica de bandas cambiais e permitido a livre flutua\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, quando a cota\u00e7\u00e3o passou pela primeira vez a barreira dos R$ 2.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias e financeiras entre residentes e n\u00e3o residentes s\u00e3o medidas pelo balan\u00e7o de pagamentos, divulgado no fim de cada m\u00eas pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma pr\u00e9via dos n\u00fameros, ao contabilizar adiantamentos de contratos de c\u00e2mbio e pagamentos antecipados.<\/p>\n<p>O fluxo cambial \u00e9 composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de c\u00e2mbio para exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empr\u00e9stimos e transa\u00e7\u00f5es no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de d\u00f3lares ocorreu no canal financeiro.<\/p>\n<p>Em 2019, o fluxo comercial ficou positivo em US$ 17,47 bilh\u00f5es. O fluxo financeiro, no entanto, registrou sa\u00edda l\u00edquida de US$ 62,24 bilh\u00f5es. Apenas na bolsa de valores, a retirada por investidores estrangeiros chegou a US$ 44,5 bilh\u00f5es no ano passado, a maior desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3ria da B3, em 2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Cota\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Ao longo do segundo semestre do ano passado, o d\u00f3lar subiu e chegou a encostar em R$ 4,26 no fim de novembro. A cota\u00e7\u00e3o, no entanto, reduziu a alta em dezembro at\u00e9 fechar 2019 com alta de 3,6%. Apesar da fuga de investidores estrangeiros, a bolsa atraiu mais investidores brasileiros, encerrando 2019 com alta de 31,5%.<\/p>\n<p>Diversos fatores contribu\u00edram para a turbul\u00eancia cambial no ano passado. No plano internacional, as tens\u00f5es comerciais entre os Estados Unidos e a China; a instabilidade pol\u00edtica em diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul e os aumentos de juros do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) estimularam a alta do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>No Brasil, a queda da taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) para 4,5% ao ano reduziu a entrada de d\u00f3lares no pa\u00eds, mas a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia, no fim do ano passado, provocou al\u00edvio tempor\u00e1rio no c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num ano marcado pela forte volatilidade do c\u00e2mbio, a sa\u00edda de d\u00f3lares da economia brasileira superou o ingresso em US$ 44,77 bilh\u00f5es em 2019, divulgou o Banco Central (BC). Essa \u00e9 a maior retirada l\u00edquida de divisas desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1982. 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