{"id":152497,"date":"2019-12-09T18:31:10","date_gmt":"2019-12-09T20:31:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=152497"},"modified":"2019-12-09T18:31:10","modified_gmt":"2019-12-09T20:31:10","slug":"policia-civil-conclui-inquerito-do-caso-das-agulhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=152497","title":{"rendered":"Pol\u00edcia Civil conclui inqu\u00e9rito do \u201cCaso das Agulhas\u201d"},"content":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Civil concluiu nessa segunda-feira (9) o inqu\u00e9rito referente ao \u201cCaso das Agulhas\u201d ocorrido na Escola Municipal Arllete Bastos de Magalh\u00e3es, no Bairro Parque Independ\u00eancia (Regi\u00e3o Nordeste), no \u00faltimo dia 23 do m\u00eas passado. Naquela ocasi\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o realizou uma \u201cFeira Cultural\u201d onde havia v\u00e1rias <em>stands <\/em>e uma delas era de \u201cCi\u00eancias\u201d, onde estava sendo feito o exame de glicose. No entanto, na semana seguinte ao evento, a escola emitiu comunicado aos pais para levar os alunos ao Hospital Pronto Socorro (HPS), para realizar exames de HIV e Hepatite C, pois havia possibilidade das agulhas terem sido reutilizadas nas pessoas que fizeram o exame.<\/p>\n<p>Em coletiva realizada nessa segunda-feira (9), a Delegada Dra. Ione Martins Moreira, disse que abriu inqu\u00e9rito ap\u00f3s receber boletins de ocorr\u00eancia \u201cOuvimos 20 pessoas, entre pessoas da comunidade, estudantes, m\u00e3es de alunos, professores, a coordenadora e principalmente a professora respons\u00e1vel pelo trabalho. Inicialmente deflagramos este inqu\u00e9rito tendo em vista que eu recebi 3 boletins de ocorr\u00eancia, dando conta da quest\u00e3o do Parque Independ\u00eancia e da escola que teriam sido feitos v\u00e1rios usos de agulhas compartilhadas referente ao teste de glicose e tamb\u00e9m aferi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A respeito da apura\u00e7\u00e3o sobre a professora respons\u00e1vel pelo teste, a Delegada conta que \u201cQuem sugeriu essa a\u00e7\u00e3o foi a professora de ci\u00eancias. Ela disse que tem um parente com esse tipo de enfermidade e aconselhou a fazer esse tipo de exame na comunidade aberta ao p\u00fablico\u201d. Ione diz que tomou conhecimento sobre a reutiliza\u00e7\u00e3o das agulhas atrav\u00e9s de relatos \u201cde m\u00e3es, alunos e tamb\u00e9m pessoas da comunidade. Diante disso, n\u00f3s pedimos as filmagens e tamb\u00e9m para ver se estava compat\u00edvel com o que a gente j\u00e1 tinha apurado com as testemunhas\u201d.<\/p>\n<p>Outro fator importante para o inqu\u00e9rito \u00e9 sobre um aluno que levou o chamado furadouro e uma outra estudante que disponibilizou o aparelho de aferi\u00e7\u00e3o de glicose. A partir da\u00ed, a Pol\u00edcia Civil passou a focar em quem disponibilizou as agulhas para realizar o exame, que era o foco principal das investiga\u00e7\u00f5es. A Delegada Ione diz que ap\u00f3s ouvir relatos de testemunhas, chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que a professora teria sido respons\u00e1vel em conseguir as agulhas \u201cDepois de ouvir outros alunos que participaram do evento, n\u00f3s tivemos conhecimento de que ela (professora), levou as agulhas que eram de propriedade do mesmo aluno que disponibilizou o furadouro. Mas ela teve acesso dias antes e ficou respons\u00e1vel de levar as agulhas. Inclusive tinha conhecimento de que havia somente 8 artefatos\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a quest\u00e3o de agulhas dispon\u00edveis, a Delegada abordou sobre este assunto para a professora, que foi uma das primeiras a depor \u201cEu perguntei quantas agulhas efetivamente tinham. Ela respondeu no m\u00e1ximo 10, mas que poderia ser 8\u201d.<\/p>\n<p>A respeito da estudante que levou o aparelho de aferi\u00e7\u00e3o da glicose, Ione diz que \u201cEla trouxe o medidor e tamb\u00e9m 50 fitinhas para o evento. No entanto, sobraram apenas 2. Ou seja, 8 agulhas e 40 fitinhas usadas, teoricamente n\u00e3o foram suficientes pelo o que foi gasto. A pr\u00f3pria professora confirmou que a estudante ficou respons\u00e1vel de levar o aparelho e tamb\u00e9m as fitinhas. Portanto, se ela levou 50 fitinhas e sobraram 2, foram usadas 48 no m\u00ednimo, isso induz que a professora tinha conhecimento de que n\u00e3o havia agulhas suficientes\u201d.<\/p>\n<p>Como parte das investiga\u00e7\u00f5es, a Delegada e sua equipe, solicitaram o acesso \u00e0s filmagens da escola e as imagens foram submetidas \u00e0 per\u00edcia t\u00e9cnica \u201cA partir destes arquivos, pudemos ver que a diretora e a supervisora passaram pelo local em um determinado momento e interagiram com os alunos que estavam realizando a aferi\u00e7\u00e3o, portanto as duas tomaram conhecimento. A professora tamb\u00e9m esteve no inicio do trabalho, orientou os alunos sobre como realizar o processo, no entanto a per\u00edcia detecta que ela n\u00e3o acompanhou efetivamente estes estudantes. No nosso entendimento, a conduta da professora foi em uma situa\u00e7\u00e3o de perigo, ela teria que ter tomado os cuidados necess\u00e1rios e maior vigil\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o aos alunos\u201d.<\/p>\n<p>Perante \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de perigo e risco, a Delegada avaliou a gravidade da conduta da professora \u201cN\u00f3s entendemos que ela exp\u00f4s a vida, a integridade e a sa\u00fade de pessoas ao perigo. Isso se trata de um crime subsidi\u00e1rio (como ocorre com o artigo 132 do C\u00f3digo Penal, que prev\u00ea o crime de perigo para a vida ou a sa\u00fade de outrem: Art. 132 \u2013 Expor a vida ou a sa\u00fade de outrem a perigo direto e iminente)\u201d.<\/p>\n<p>Quanto ao ind\u00edcio pela conduta, Ione diz que as envolvidas ser\u00e3o indiciadas por colocarem em risco a sa\u00fade de outras pessoas, como previsto no artigo 132 \u201cNo nosso entendimento, a professora incidiu sim, assim como a supervisora e diretora. As 3 ser\u00e3o responsabilizadas e tinham a obriga\u00e7\u00e3o legal de vigil\u00e2ncia, pois houve sim perigo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida das pessoas e se houver efetivamente uma les\u00e3o grave ou grav\u00edssima, elas podem responder por crimes mais graves\u201d.<\/p>\n<p>Os estudantes que participaram no evento n\u00e3o responder\u00e3o pelo caso, pois a Pol\u00edcia Civil entendeu que eles fizeram o que a professora determinou e que n\u00e3o teriam responsabilidade. A professora, diretora e supervisora podem ser indiciadas de 3 meses a 1 ano de deten\u00e7\u00e3o. O inqu\u00e9rito foi conclu\u00eddo e encaminhado para a Justi\u00e7a para as devidas provid\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Civil concluiu nessa segunda-feira (9) o inqu\u00e9rito referente ao \u201cCaso das Agulhas\u201d ocorrido na Escola Municipal Arllete Bastos de Magalh\u00e3es, no Bairro Parque Independ\u00eancia (Regi\u00e3o Nordeste), no \u00faltimo dia 23 do m\u00eas passado. 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