{"id":151937,"date":"2019-11-28T16:01:40","date_gmt":"2019-11-28T18:01:40","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=151937"},"modified":"2019-11-28T16:07:55","modified_gmt":"2019-11-28T18:07:55","slug":"protecao-tarifaria-de-2010-a-2016-elevou-preco-de-produto-local-em-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=151937","title":{"rendered":"Prote\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria de 2010 a 2016 elevou pre\u00e7o de produto local em 17%"},"content":{"rendered":"<p>Entre 2010 e 2016, as tarifas aplicadas aos produtos importados permitiram que o produtor local elevasse em m\u00e9dia 17,4% o pre\u00e7o cobrado em sua mercadoria. O dado consta em relat\u00f3rio divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) que traz o retrato da assist\u00eancia tarif\u00e1ria efetiva aos setores econ\u00f4micos do pa\u00eds. Ele revela ainda que a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o registrou os maiores percentuais de eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dos produtos locais.<\/p>\n<p>O estudo do Ipea aponta que os produtores dom\u00e9sticos podem praticar pre\u00e7os mais elevados no mercado interno j\u00e1 que h\u00e1 tarifas de importa\u00e7\u00e3o aplicadas a produtos estrangeiros concorrentes. Caso estas tarifas n\u00e3o existissem, o valor pedido precisaria ser reduzido. A estimativa do total l\u00edquido recebido pelos produtores dom\u00e9sticos a partir desse sobrepre\u00e7o \u00e9 chamada de assist\u00eancia tarif\u00e1ria efetiva, indicador que foi medido no estudo. Este valor tamb\u00e9m representa quanto a sociedade do pa\u00eds transfere a cada setor produtivo local por meio do sobrepre\u00e7o dos produtos vendidos no mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>No per\u00edodo estudado, a assist\u00eancia tarif\u00e1ria efetiva atingiu o recorde de 19% em 2010. Em 2011, caiu para 17,5%. A partir da\u00ed, o indicador ficou dentro desses dois percentuais at\u00e9 2014, quando fechou em 17,9%. Nos \u00faltimos dois anos do per\u00edodo estudado, nota-se uma queda chegando a 15,6% em 2016. Esse percentual representa R$148,9 bilh\u00f5es, o que equivale a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>&#8220;O montante de assist\u00eancia teve pouca varia\u00e7\u00e3o entre 2010 e 2014, quando ficou pr\u00f3ximo de R$ 190 bilh\u00f5es, mas recuou cerca de R$ 17 bilh\u00f5es na passagem de 2014 e 2015, e mais R$ 25,6 bilh\u00f5es entre 2015 e 2016&#8221;, registra o estudo.<\/p>\n<p>No recorte por setor, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, maior benefici\u00e1ria de assist\u00eancia tarif\u00e1ria efetiva, atingiu seu pico de 35,1% em 2013. Com uma queda de 10 pontos percentuais, registrou 25,7% em 2016. J\u00e1 a agropecu\u00e1ria ficou em 2,6% no \u00faltimo ano do per\u00edodo. Seu pico de 4,1% observa-se em 2010.<\/p>\n<p>Quando se\u00a0calculam\u00a0os valores em reais, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o apropriou-se de quase toda a assist\u00eancia efetiva provida no per\u00edodo considerado. Em 2016, o setor\u00a0responde por\u00a0R$ 141,8 bilh\u00f5es dos R$148,9 bilh\u00f5es. A maior parte desses recursos ficou com a ind\u00fastria de autom\u00f3veis, caminh\u00f5es e \u00f4nibus, que teve uma assist\u00eancia m\u00e9dia foi de R$ 24,5 bilh\u00f5es no per\u00edodo estudado e no \u00faltimo ano registrou R$14 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo o Ipea, o c\u00e1lculo da assist\u00eancia tarif\u00e1ria efetiva n\u00e3o coincide com o c\u00e1lculo das al\u00edquotas tarif\u00e1rias, pois s\u00e3o levados\u00a0em conta outros fatores como o peso que as exporta\u00e7\u00f5es t\u00eam no volume de vendas do setor. Entre 2010 e 2016, a m\u00e9dia das al\u00edquotas tarif\u00e1rias de importa\u00e7\u00e3o ficou em 11,4%. Nesse per\u00edodo, n\u00e3o houve uma mudan\u00e7a significativa do n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria. Assim, o estudo sugere que a recente queda da assist\u00eancia tarif\u00e1ria efetiva ocorre porque 2015 e 2016 foram anos at\u00edpicos.<\/p>\n<p>&#8220;Uma crise econ\u00f4mica dom\u00e9stica redundou em forte redu\u00e7\u00e3o do PIB (mais de 3% em cada ano) e ajustes nos setores produtivos. Entre esses ajustes estiveram o aumento das exporta\u00e7\u00f5es, para compensar a redu\u00e7\u00e3o das vendas no mercado dom\u00e9stico, e o aumento do percentual de valor adicionado, provavelmente em fun\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os de redu\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o para enfrentar a crise&#8221;, registra o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O documento aponta ainda que o indicador de assist\u00eancia tarif\u00e1ria efetiva pode ser uma ferramenta valiosa para avalia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, mais especificamente para avalia\u00e7\u00e3o dos impactos da pol\u00edtica tarif\u00e1ria, permitindo identificar quem s\u00e3o os maiores beneficiados ou prejudicados pela atual estrutura tarif\u00e1ria. &#8220;Idealmente, os resultados aqui apresentados deveriam ser confrontados com os benef\u00edcios que os diversos setores trazem \u00e0 economia do pa\u00eds e com as prioridades da pol\u00edtica econ\u00f4mica&#8221;, acrescenta o estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2010 e 2016, as tarifas aplicadas aos produtos importados permitiram que o produtor local elevasse em m\u00e9dia 17,4% o pre\u00e7o cobrado em sua mercadoria. 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