{"id":150469,"date":"2019-11-03T06:00:19","date_gmt":"2019-11-03T08:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=150469"},"modified":"2019-10-31T17:18:26","modified_gmt":"2019-10-31T19:18:26","slug":"eventos-lgbtqi-injetam-mais-de-r-3-milhoes-na-economia-juizforana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=150469","title":{"rendered":"Eventos LGBTQI+ injetam mais de R$ 3 milh\u00f5es na economia juizforana"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com a pesquisa coordenada pelo projeto de extens\u00e3o Identidades, cidadania e inclus\u00e3o LGBTQI+: Semana Rainbow da UFJF, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), cerca de sete mil turistas injetaram na economia local mais de\u00a0R$\u00a03 milh\u00f5es ao participar das atividades voltadas para a comunidade LGBTQI+ em agosto, no munic\u00edpio. Al\u00e9m disso, o documento refor\u00e7a a necessidade de investimento em pesquisa, no processo de turistifica\u00e7\u00e3o do destino, na fideliza\u00e7\u00e3o dos turistas e aponta para a retomada do turismo dessa comunidade na cidade, ap\u00f3s os tr\u00eas anos de hiato desse tipo de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa inicia-se com a an\u00e1lise do perfil dos turistas, por meio do qual \u00e9 revelado que 55,4% s\u00e3o do sexo biol\u00f3gico masculino \u2013 em suas diferentes identidades sexuais e de g\u00eanero -; 87,2% com idade predominante entre 19 a 50 anos; 72% solteiros; 76% apresentam bom n\u00edvel de escolaridade; e 76% participam do mercado de trabalho, sendo que 40,5% est\u00e3o inseridos no setor privado, 22,2% no setor p\u00fablico, 21,9% trabalham como aut\u00f4nomos e\/ou em outros setores.<\/p>\n<p>Apesar de ainda se tratar de um turismo bastante regional, considerando em sua maioria turistas do estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, foi percebido o aumento de turistas provenientes do Nordeste, representados pelas cidades de Teresina (PI), Jo\u00e3o Pessoa (PB) e Recife (PE). A pesquisa ressalta que a maior parte dos visitantes pretendia gastar uma m\u00e9dia di\u00e1ria em torno de\u00a0R$\u00a0100 (24,8%); para os outros a m\u00e9dia pretendida era de at\u00e9\u00a0R$ 200\u00a0(18,6%) e tiveram aqueles com gastos mais intensos, acima de\u00a0R$ 300\u00a0reais (15,6%).<\/p>\n<p>O coordenador da\u00a0 pesquisa, professor Marcelo do Carmo, explica que a aplica\u00e7\u00e3o de 474 question\u00e1rios \u00e9 muito alta e aponta a relev\u00e2ncia do estudo. \u201cQuando 96% dos visitantes dizem que pretendem voltar, isso n\u00e3o significa que voltariam apenas em agosto para essas atividades. Eles podem retornar para neg\u00f3cios, visitar e at\u00e9 mesmo mudar para a cidade. Precisamos entender que n\u00e3o podemos dar aten\u00e7\u00e3o a este p\u00fablico apenas em agosto, mas transformar o munic\u00edpio em possibilidades de novos neg\u00f3cios. Com os resultados alcan\u00e7ados em Juiz de Fora, outras cidades j\u00e1 estariam trabalhando muito melhor as op\u00e7\u00f5es para fidelizar esse p\u00fablico.\u201d<\/p>\n<p><strong>Transporte e hospedagem<\/strong><\/p>\n<p>O meio de transporte mais utilizado para se chegar \u00e0 cidade continua sendo o autom\u00f3vel pr\u00f3prio (51,5%). Em seguida, percebe-se a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus (40%). Outra oportunidade que pode ser percebida \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o do transporte a\u00e9reo, acessado por somente 7,6% dos turistas.<\/p>\n<p>Segundo dados do Juiz de Fora Convention Visitors Bureau, (JFC&amp;VB), a cidade possui 4.500 unidades habitacionais (UH\u2019s), sendo que a ocupa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da rede hoteleira foi de 52,1% neste per\u00edodo. Em n\u00fameros concretos, o p\u00fablico LGBTQI+ ocupou 2.345 leitos. Por\u00e9m, ainda \u00e9 baixo o percentual de meios de hospedagem que responderam \u00e0 enquete, o que pode comprometer as an\u00e1lises em torno da ocupa\u00e7\u00e3o hoteleira real.<\/p>\n<p>De acordo com os question\u00e1rios v\u00e1lidos, 47,1% dos turistas se hospedaram em hot\u00e9is, logo, a m\u00e9dia total \u00e9 de cinco mil turistas. Por\u00e9m se acrescentados os excursionistas \u2013 pessoas que n\u00e3o utilizam servi\u00e7os de hospedagem, permanecendo na cidade menos de 24 horas \u2013 e as pessoas que n\u00e3o se hospedaram em hot\u00e9is, a cidade recebeu uma m\u00e9dia de sete mil pessoas.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise indica que dois pernoites \u00e9 o tempo de perman\u00eancia que mais se percebe (37,9%), mas tamb\u00e9m h\u00e1 um incremento no percentual de tr\u00eas pernoites (25,9%). Tamb\u00e9m foi analisado os modais de deslocamento urbano mais utilizados, ficando n\u00edtida a discrep\u00e2ncia entre o percentual que utilizou o servi\u00e7o de Uber (79,4%) e de t\u00e1xi (43%).<\/p>\n<p><strong>O que os turistas mais gostam?<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m procurou saber o que o turista mais havia gostado em Juiz de Fora,\u00a0 sendo destacadas as pessoas, a gastronomia, o lazer e a cultura. A hospitalidade dos moradores foi colocada como principal motiva\u00e7\u00e3o para o retorno deste p\u00fablico. A gastronomia, como refer\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio do turista, \u00e9 ponto forte do destino: bares e restaurantes, principalmente com rela\u00e7\u00e3o a comida de boteco, cervejas artesanais e gastronomia tipicamente mineira foram considerados excelente para 78% dos entrevistados.<\/p>\n<p>No que diz respeito ao Lazer e cultura destacam-se os eventos LGBTQI+, motiva\u00e7\u00e3o principal da vinda desse p\u00fablico. Para 88,3% dos entrevistadas, os eventos foram avaliados como bons ou excelentes.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, p\u00f4de-se observar uma maior procura por pontos tur\u00edsticos. O Morro do Cristo, os atrativos geridos pela UFJF e o Museu Mariano Proc\u00f3pio, entre outros, foram visitados por 58,1% dos turistas. Pode-se deduzir que, como o tempo de perman\u00eancia no destino tem aumentado, h\u00e1 tempo livre para conhecer a cidade e seus atrativos.<\/p>\n<p>Quanto aos servi\u00e7os dispon\u00edveis, 88% dos entrevistados os avaliaram como bom e excelente, mas foi apontada a necessidade de melhor mobilidade urbana e infraestrutura, diversifica\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os gastron\u00f4micos, posto de informa\u00e7\u00e3o e sinaliza\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, al\u00e9m\u00a0de produtos e servi\u00e7os voltados especificamente para o p\u00fablico LGBTQI+.<\/p>\n<p>Os dados da pesquisa permitem observar a inje\u00e7\u00e3o de, no m\u00ednimo, de R$ 3 milh\u00f5es na economia local, o que demonstra o potencial de crescimento econ\u00f4mico e acena com novas oportunidades de neg\u00f3cio. \u201cPode-se perceber que o turismo LGBTQI+, mesmo com investimentos ainda muito t\u00edmidos vem, ao longo de d\u00e9cadas, gerando impactos positivos. Por\u00e9m, um dado merece destaque e deve balizar as a\u00e7\u00f5es futuras: 96,5% dos entrevistados retornariam \u00e0 cidade, sendo que 23% destes estiveram pela primeira vez. Lazer e eventos culturais foram apontados por 58% dos entrevistados como principais fatores de motiva\u00e7\u00e3o da vinda \u00e0 Juiz de Fora\u201d, explica Carmo.<\/p>\n<p>Planejamento<\/p>\n<p>Um dado deve ser mais bem estudado: apenas 2,9% do turistas fizeram sua viagem por ag\u00eancia de viagem ou utilizaram servi\u00e7os de turismo receptivo. Ao serem questionados sobre o que consideram importante ao planejarem uma viagem pensaram em diversos pontos, entre eles os mais importantes s\u00e3o: para 22,2%, os custos da viagem; para 11,5%, a hospedagem; para 8,6%, a localiza\u00e7\u00e3o; e para 5,1%, a gastronomia, atrativos e pontos tur\u00edsticos.<\/p>\n<p>Dos turistas que estiveram pela primeira vez no destino, \u00e9 interessante observar que 45,9% imaginavam que Juiz de Fora era uma cidade menor; 17,4% pensavam ser mais agitada e outros n\u00e3o possu\u00edam nenhuma ideia pr\u00e9-concebida. J\u00e1 se tratando daqueles que visitaram a cidade mais de uma vez, ao serem questionados sobre o que pensavam quando se fala de Juiz de Fora, 41,8% disseram pensar em lazer\/cultura\/turismo e 18,2% em gastronomia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos pensar em como melhor atrair essa comunidade. Se n\u00e3o mudarmos nosso pensamento, vamos continuar andando em c\u00edrculos, mas n\u00e3o vamos crescer em nada. Esse turista ainda gasta pouco em Juiz de Fora, pois a cidade ainda n\u00e3o tem um funcionamento t\u00e3o proativo. O protagonismo que damos a comunidade LGBTQI+ acontece em sua maior parte advinda da UFJF, onde temos o exemplo do nosso projeto de extens\u00e3o que est\u00e1 aliado ao trip\u00e9 universit\u00e1rio. Se outras cidades tivessem os resultados que temos com esse grupo, elas j\u00e1 estariam cativando melhor o p\u00fablico.\u201d finaliza Carmo.<\/p>\n<p>A pesquisa<\/p>\n<p>Foram aplicados 474 question\u00e1rios, entre os dias 14 e 17 de agosto, quando 23 alunos do curso de Turismo da UFJF estiveram nos principais pontos tur\u00edsticos, como no terminal rodovi\u00e1rio e na recep\u00e7\u00e3o dos hot\u00e9is. Al\u00e9m dos alunos envolvidos diretamente, 14 alunos de outros cursos da UFJF \u2013 Direito, Artes e Design, Cinema, Comunica\u00e7\u00e3o, Servi\u00e7o Social e B.I. em Ci\u00eancias Humanas \u2013 tamb\u00e9m estiveram envolvidos no projeto, em outras frentes de atua\u00e7\u00e3o. O investimento em bolsas superou os 15 mil reais, provenientes de recursos de emenda parlamentar da Deputada Federal Margarida Salom\u00e3o (PT\/MG).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: UFJF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com a pesquisa coordenada pelo projeto de extens\u00e3o Identidades, cidadania e inclus\u00e3o LGBTQI+: Semana Rainbow da UFJF, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), cerca de sete mil turistas injetaram na economia local mais de\u00a0R$\u00a03 milh\u00f5es ao participar das atividades voltadas para a comunidade LGBTQI+ em agosto, no munic\u00edpio. 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