{"id":149685,"date":"2019-10-20T06:00:52","date_gmt":"2019-10-20T08:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=149685"},"modified":"2019-10-17T19:31:26","modified_gmt":"2019-10-17T22:31:26","slug":"pesquisa-indica-alta-de-46-do-mercado-de-trabalho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=149685","title":{"rendered":"Pesquisa indica alta de 4,6% do mercado de trabalho no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O mercado de trabalho brasileiro registrou 90,1 milh\u00f5es de pessoas ocupadas com idade igual ou superior a 14 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 uma recupera\u00e7\u00e3o da queda anotada h\u00e1 tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Entre 2012 e 2015, o crescimento m\u00e9dio anual foi de 1,2%. A trajet\u00f3ria foi interrompida em 2016, quando houve queda de 1,0%. Em 2017, se manteve est\u00e1vel para, em 2018, subir um pouco: 1,5%. Entre 2012 e 2018, a alta ficou em 4,6%.<\/p>\n<p>Embora as mulheres representem mais da metade da popula\u00e7\u00e3o em idade para trabalhar (52,3%), cabem aos homens a maior parcela de trabalhadores: 56,7%. A participa\u00e7\u00e3o masculina supera a feminina em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2018, o Sudeste anotou a maior participa\u00e7\u00e3o feminina na ocupa\u00e7\u00e3o atingindo 44,6%. Entretanto, se for observado o per\u00edodo de seis anos, em rela\u00e7\u00e3o a 2012, o Nordeste teve o maior avan\u00e7o no percentual de mulheres ocupadas, passando de 39,8% em 2012, para 42,1% em 2018.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da avalia\u00e7\u00e3o dos rendimentos de todos os tipos de trabalho e de outras fontes de pessoas residentes no Brasil, inclu\u00edda na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) Rendimento de Todas as Fontes 2018, divulgada, na quarta-feira, 16, no Rio de Janeiro, pelo IBGE.<\/p>\n<p><strong>Rendimentos<\/strong><\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre homens e mulheres fica clara tamb\u00e9m quando se analisam os rendimentos de cada grupo. Em 2018, o rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos ficou em R$ 2.234,00. Enquanto os homens alcan\u00e7avam R$ 2.460,00, as mulheres n\u00e3o passavam de R$ 1.938,00.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, isso indica que a propor\u00e7\u00e3o do rendimento das mulheres em rela\u00e7\u00e3o ao dos homens chegou a 78,8%.<\/p>\n<p>Para a gerente da PNAD, Maria L\u00facia Vieira, j\u00e1 \u00e9 hist\u00f3rica a quest\u00e3o de diferen\u00e7a de rendimento entre homens e mulheres. \u201cSe manteve em 2018 na compara\u00e7\u00e3o com 2017. A gente est\u00e1 pegando todos os rendimentos de mulheres e homens ocupados e est\u00e1 vendo a m\u00e9dia que ainda \u00e9 uns 20% abaixo\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Cor e ra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa indica ainda que, em 2018, a popula\u00e7\u00e3o branca somou 45,2% da popula\u00e7\u00e3o ocupada. A parda era de 43,5%, mas a preta era bem menor (10,1%). Na compara\u00e7\u00e3o com 2012, a banca diminuiu 3,7 pontos percentuais, ao contr\u00e1rio da preta que cresceu 2,0 pontos percentuais, e da parda com alta de 1,3 ponto percentual.<\/p>\n<p>Com rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos de R$ 2.897,00, em 2018, as pessoas brancas apresentaram rendimentos 29,7% superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional: R$ 2234,00.<\/p>\n<p>As pessoas pardas com R$ 1.659,00 eram 25,7%, e as pretas com rendimento de R$ 1.636,00 representavam 26,8%. Na vis\u00e3o de Maria L\u00facia, esta \u00e9 mais uma quest\u00e3o hist\u00f3rica que se verifica com a diferen\u00e7a de vencimentos.<\/p>\n<p>\u201cA mesma coisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor. A gente percebe que a popula\u00e7\u00e3o branca tem rendimentos superiores na ordem de dois mil e poucos reais, enquanto a popula\u00e7\u00e3o preta e parda est\u00e1 na ordem de R$ 1,6 mil. Ent\u00e3o essa popula\u00e7\u00e3o preta e parda percebe, ainda, sal\u00e1rios inferiores ao da popula\u00e7\u00e3o branca\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2012, o maior crescimento no n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o deu-se no ensino superior completo. Passou de 14,8% da popula\u00e7\u00e3o ocupada para 20,3% em 2018.<\/p>\n<p>Neste ano, as pessoas com ensino m\u00e9dio completo eram 59,3%, o que representou um crescimento, uma vez que, no ano anterior, tinha-se 57,4%. Ainda no total de ocupados, 25,8% se referiam aos sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto. Em 2017 eram 27,1%. \u201c\u00c9 um reflexo da distribui\u00e7\u00e3o de escolaridade da popula\u00e7\u00e3o como um todo\u201d, disse.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra ainda que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o foi determinante para o rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos, indicando que, quanto maior o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, maior \u00e9 o rendimento.<\/p>\n<p>Conforme a PNAD Cont\u00ednua Rendimento de Todas as Fontes 2018, as pessoas que n\u00e3o possu\u00edam instru\u00e7\u00e3o recebiam R$ 856, o menor rendimento m\u00e9dio registrado.<\/p>\n<p>Quem tinha ensino fundamental completo ou o equivalente, houve um valor 67,8% maior, e alcan\u00e7ou R$ 1.436,00. Mas, para o ensino superior completo, o rendimento m\u00e9dio (R$ 4.997) era, aproximadamente, tr\u00eas vezes maior dos com ensino m\u00e9dio e cerca de seis vezes para os sem instru\u00e7\u00e3o. \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre rendimento do trabalho e escolaridade \u00e9 rela\u00e7\u00e3o positiva\u201d, completou a pesquisadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado de trabalho brasileiro registrou 90,1 milh\u00f5es de pessoas ocupadas com idade igual ou superior a 14 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 uma recupera\u00e7\u00e3o da queda anotada h\u00e1 tr\u00eas anos. Entre 2012 e 2015, o crescimento m\u00e9dio anual foi de 1,2%. 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