{"id":147744,"date":"2019-09-13T18:13:36","date_gmt":"2019-09-13T21:13:36","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=147744"},"modified":"2019-09-13T18:13:36","modified_gmt":"2019-09-13T21:13:36","slug":"colombia-devolve-ao-brasil-fosseis-contrabandeados-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=147744","title":{"rendered":"Col\u00f4mbia devolve ao Brasil f\u00f3sseis contrabandeados em 2017"},"content":{"rendered":"<p>O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, conheceu, hoje (13), os sete f\u00f3sseis brasileiros contrabandeados em 2017 para a Col\u00f4mbia, e repatriados para o Brasil. O material foi devolvido ao Museu de Ci\u00eancias da Terra (MCTer), do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil &#8211; Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), pelo Servi\u00e7o Geol\u00f3gico Colombiano (SGC). As pe\u00e7as, que t\u00eam duas esp\u00e9cies de peixes (Tharrhias e Vinctifer) e um ramo de \u00e1rvore (Brachyphyllum obesum), parente dos pinheiros, procedentes da Bacia do Araripe, sul do Cear\u00e1, representam uma prova de que em algumas regi\u00f5es do nordeste brasileiro s\u00e3o encontrados diversos peixes fossilizados, uma vez que essas \u00e1reas j\u00e1 estiveram debaixo d\u2019\u00e1gua, na \u00e9poca dos dinossauros ainda na Terra.<\/p>\n<p>Segundo o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil-CPRM, os f\u00f3sseis foram apreendidos pela pol\u00edcia metropolitana de San Jos\u00e9 de C\u00facuta, em dezembro de 2017, no Aeroporto Internacional Camilo Daza, na capital do departamento do Norte de Santander. Para o diretor-geral do SGC, Oscar Paredes Zapata, a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio paleontol\u00f3gico entre as duas na\u00e7\u00f5es \u00e9 uma prioridade, dado que os f\u00f3sseis, forma\u00e7\u00f5es raras que se produzem em todos os seres que se degradam, perduram durante milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cPetrificando-se, s\u00e3o um testemunho da vida que se deu a milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Os cientistas que os estudam e os analisam, os compreendem como se fossem uma evolu\u00e7\u00e3o do planeta Terra e a evolu\u00e7\u00e3o de sua vida. \u00c9 fundamental para entender nosso territ\u00f3rio e o processo de evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica que se passou milh\u00f5es e milh\u00f5es de anos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Oscar Paredes Zapata destacou ainda que a volta dos f\u00f3sseis ao Brasil representa tamb\u00e9m uma luta contra o crime e permite o refor\u00e7o dos servi\u00e7os geol\u00f3gicos. \u201cImpedir que haja esse tr\u00e1fico \u00e9 fundamental para os servi\u00e7os geol\u00f3gicos, porque n\u00e3o se trata de pe\u00e7as decorativas. S\u00e3o patrim\u00f4nios cient\u00edficos que formam parte de nossos povos, porque explicam o processo de evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica. Defender esses patrim\u00f4nios faz parte das comiss\u00f5es internacionais de patrim\u00f4nio da Unesco, pelas quais somos signat\u00e1rios, pa\u00edses como Brasil e Col\u00f4mbia. Ent\u00e3o, ter encontrado essas pe\u00e7as na Col\u00f4mbia e poder devolv\u00ea-las ao seu leg\u00edtimo dono, que \u00e9 o povo do Brasil, \u00e9 uma honra para n\u00f3s e um exemplo do que deve fazer para impedir o tr\u00e1fico\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Pesquisa<\/h2>\n<p>Segundo a CPRM, o material pertence ao per\u00edodo geol\u00f3gico conhecido como Cret\u00e1ceo e tem cerca de 120 milh\u00f5es de anos. Segundo o paleont\u00f3logo do MCTer Rafael Costa da Silva, os f\u00f3sseis t\u00eam grande import\u00e2ncia para pesquisa cient\u00edfica, especialmente porque t\u00eam bom estado de conserva\u00e7\u00e3o e grande potencial expositivo.<\/p>\n<p>O diretor-presidente do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil-CPRM, Esteves Pedro Colnago, disse que o material estava transitando em contrabando para servir de pe\u00e7as ornamentais. \u201cS\u00e3o pe\u00e7as para uso cient\u00edfico. Isso n\u00e3o tem valor monet\u00e1rio e n\u00e3o pode ter. Tem que servir para os pesquisadores poderem fazer uma identifica\u00e7\u00e3o do que ocorreu h\u00e1 100 milh\u00f5es, 150 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. \u00c9 importante para a civiliza\u00e7\u00e3o conhecer como eram o clima a as condi\u00e7\u00f5es de temperatura\u201d.<\/p>\n<p>Depois do tombamento dos f\u00f3sseis junto \u00e0 cole\u00e7\u00e3o paleontol\u00f3gica do MCTer, um dos mais ricos da Am\u00e9rica Latina, com mais de 10 mil amostras de minerais e meteoritos, 12 mil rochas e 35 mil f\u00f3sseis catalogados, o material vai integrar o acervo do Museu de Ci\u00eancias da Terra. \u201cEstamos agora com esse material no lugar que ele deve estar. Na verdade, ele deveria estar na \u00e1rea original dele, mas se foi retirado, ent\u00e3o, estamos agora colocando no Museu da Ci\u00eancia da Terra que \u00e9 o local para que as pessoas conhe\u00e7am essa parte da hist\u00f3ria do desenvolvimento do territ\u00f3rio brasileiro\u201d.<\/p>\n<p>O ministro Bento Albuquerque agradeceu ao Servi\u00e7o Geol\u00f3gico Colombiano, em nome do governo brasileiro, pelo gesto de retornar os f\u00f3sseis ao Brasil. \u201cParticularmente este gesto \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o sul-americana. Acho que \u00e9 nesse sentido que temos que avan\u00e7ar cada vez mais\u201d, disse.<\/p>\n<p>O ministro conheceu os f\u00f3sseis no encerramento do Semin\u00e1rio Internacional da Associa\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Geologia e Minera\u00e7\u00e3o Ibero-Americanos (ASGMI), que reuniu durante quatro dias 23 representantes de 15 pa\u00edses integrantes da Associa\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Geologia e Minera\u00e7\u00e3o Ibero-americanos (ASGMI), al\u00e9m de cientistas do USGS (United States Geological Survey), Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (CPRM) e de outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisa brasileiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, conheceu, hoje (13), os sete f\u00f3sseis brasileiros contrabandeados em 2017 para a Col\u00f4mbia, e repatriados para o Brasil. 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