{"id":144821,"date":"2019-07-29T14:43:46","date_gmt":"2019-07-29T17:43:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=144821"},"modified":"2019-07-29T14:43:46","modified_gmt":"2019-07-29T17:43:46","slug":"contas-publicas-tem-deficit-de-r-127-bilhoes-em-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=144821","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas t\u00eam d\u00e9ficit de R$ 12,7 bilh\u00f5es em junho"},"content":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e os munic\u00edpios, registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio em junho de R$ 12,706 bilh\u00f5es. Em junho de 2018, o resultado negativo foi maior: R$ 13,491 bilh\u00f5es. O resultado do m\u00eas passado \u00e9 o melhor registrado no m\u00eas desde 2016, quando houve d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 10,061 bilh\u00f5es. Os dados s\u00e3o do Banco Central.<\/p>\n<p>O resultado prim\u00e1rio \u00e9 formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o maior respons\u00e1vel pelo saldo negativo, ao apresentar d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 12,212 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os governos estaduais registraram super\u00e1vit (R$ 87 milh\u00f5es) e os municipais, d\u00e9ficit de R$ 143 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 439 milh\u00f5es no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>No primeiro semestre, o setor p\u00fablico registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 5,740 bilh\u00f5es, contra R$ 14,424 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2018. Esse foi o melhor resultado para o per\u00edodo desde 2015, quando foi registrado super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 16,224 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, destacou que nessa melhora no resultado prim\u00e1rio no primeiro semestre comparado a mesmo per\u00edodo de 2018, de R$ 8,7 bilh\u00f5es, R$ 4 bilh\u00f5es vieram do governo central. \u201cAs demais melhorias foram devido aos governos regionais [estados e munic\u00edpios]. Os governos regionais voltaram ao desempenho que obtiveram em 2017\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Rocha, no caso do governo central, no primeiro semestre, \u201ch\u00e1 uma praticamente uma estabilidade das receitas l\u00edquidas, enquanto o desempenho das despesas se contraiu, 1,4% em termos reais\u201d.<\/p>\n<p>Rocha acrescentou que o resultado prim\u00e1rio costuma ser mais favor\u00e1vel de janeiro a junho do que no segundo semestre. Isso acontece porque, no primeiro semestre, h\u00e1 mais receitas, como de imposto de renda, enquanto de julho a dezembro, h\u00e1 aumento de despesas, a exemplo do pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio de aposentados.<\/p>\n<p>Em 12 meses encerrados em junho, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio ficou em R$ 99,574 bilh\u00f5es, o que representa 1,42% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds).<\/p>\n<p>A meta para o setor p\u00fablico consolidado \u00e9 de um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 132 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<h2>Despesas com juros<\/h2>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 17,396 bilh\u00f5es em junho, contra R$ 44,450 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2018. Segundo o BC, essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado dos ganhos com BC em opera\u00e7\u00f5es de venda de d\u00f3lares no mercado futuro (swap cambial), no valor de R$ 9 bilh\u00f5es. Esses resultados s\u00e3o transferidos para a conta de juros como receita quando h\u00e1 ganhos e como despesa, quando h\u00e1 perdas. Em junho de 2018, houve perdas com swaps no total de R$ 7,1 bilh\u00f5es. Outro fator que contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o dos gastos com juros, citado pelo BC, foi a \u201cevolu\u00e7\u00e3o mais benigna\u201d da infla\u00e7\u00e3o, que corrige o endividamento p\u00fablico.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, essa redu\u00e7\u00e3o nas despesas com juros no m\u00eas passado \u00e9 pontual. \u201cEsse resultado de junho n\u00e3o \u00e9 a tend\u00eancia\u201d, disse. Isso porque nem sempre h\u00e1 ganhos com swaps. Al\u00e9m disso, a infla\u00e7\u00e3o foi menor junho de 2019 comparada ao mesmo m\u00eas de 2018, porque naquele m\u00eas houve aumento dos pre\u00e7os por efeito da greve dos caminheiros, o que n\u00e3o se repetiu este ano.<\/p>\n<p>No primeiro semestre, as despesas com juros acumularam R$ 181,112 bilh\u00f5es, ante R$ 202,976 bilh\u00f5es de janeiro a junho do ano passado.<\/p>\n<p>Em junho, o d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e dos juros, ficou em R$ 30,102 bilh\u00f5es, R$ 57,941 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2018. No acumulado de seis meses do ano, o d\u00e9ficit nominal chegou a R$ 186,852 bilh\u00f5es, contra R$ 217,4 bilh\u00f5es, em igual per\u00edodo.<\/p>\n<h2>D\u00edvida p\u00fablica<\/h2>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,859 trilh\u00f5es em junho, o que corresponde 55,2% do PIB, com aumento em rela\u00e7\u00e3o a maio quando essa rela\u00e7\u00e3o estava em 54,7% do PIB.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a d\u00edvida bruta &#8211; que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; chegou a R$ 5,498 trilh\u00f5es. Esse saldo correspondeu a 78,7% do PIB, est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com maio.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e os munic\u00edpios, registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio em junho de R$ 12,706 bilh\u00f5es. Em junho de 2018, o resultado negativo foi maior: R$ 13,491 bilh\u00f5es. O resultado do m\u00eas passado \u00e9 o melhor registrado no m\u00eas desde 2016, quando houve d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 10,061 bilh\u00f5es. 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