{"id":144691,"date":"2019-07-28T05:59:29","date_gmt":"2019-07-28T08:59:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=144691"},"modified":"2019-07-29T17:29:39","modified_gmt":"2019-07-29T20:29:39","slug":"obesidade-no-pais-aumentou-entre-2006-e-2018-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=144691","title":{"rendered":"Obesidade no pa\u00eds aumentou entre 2006 e 2018, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto parte dos brasileiros incorporou mais frutas e hortali\u00e7as \u00e0 dieta e tem\u00a0se exercitado mais, outra parcela da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 ficando mais obesa.<\/p>\n<p>De acordo com a Pesquisa de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel), divulgada na quarta-feira, 24, pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a taxa de obesidade no pa\u00eds passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018.<\/p>\n<p>Foram ouvidas, por telefone, 52.395 pessoas maiores de 18 anos de idade, entre fevereiro e dezembro de 2018. A amostragem abrange as 26 capitais do pa\u00eds, mais o Distrito Federal.<\/p>\n<p>Para o\u00a0secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade, Wanderson Oliveira, apesar de ter havido melhora no card\u00e1pio, o brasileiro ainda compra muitos itens cal\u00f3ricos e sem tanto\u00a0valor nutricional.\u00a0&#8220;Temos ainda um aumento maior de obesidade porque ainda h\u00e1 consumo muito elevado de alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e a\u00e7\u00facar.&#8221; Segundo ele, o excesso de peso \u00e9 observado sobretudo entre pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.<\/p>\n<p>O estudo mostra que, no per\u00edodo, houve alta do \u00edndice de obesidade em duas faixas et\u00e1rias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% ante 67,8% de aumento na popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>A capital com o menor \u00edndice de obesidade foi S\u00e3o Lu\u00eds, com 15,7%. Na outra ponta, est\u00e1 Manaus, com 23% de preval\u00eancia.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio destacou que, no ano passado, ocorreu uma invers\u00e3o quanto ao recorte de g\u00eanero. Diferentemente do\u00a0padr\u00e3o verificado at\u00e9 ent\u00e3o,\u00a0identificou-se um n\u00edvel maior de obesidade entre as mulheres. A percentagem foi de 20,7% contra 18,7% dos homens.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de conferir a preval\u00eancia de obesidade, a Vigitel re\u00fane dados sobre o excesso de peso. Os pesquisadores conclu\u00edram que mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira (55,7%) se encontra nessa condi\u00e7\u00e3o, \u00edndice que resultou de um crescimento de 30,8%, acumulado ao longo dos 13 anos de an\u00e1lise. Em 2006, a propor\u00e7\u00e3o de brasileiros com excesso de peso era de 42,6%.<\/p>\n<p>Nesse quesito, o grupo populacional\u00a0com\u00a0predomin\u00e2ncia \u00e9 o de pessoas mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos. As mulheres apresentaram um crescimento mais significativo do que os homens. O delas aumentou 40%, ao passo que o deles subiu 21,7%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a de h\u00e1bitos<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m constatou que os brasileiros t\u00eam seguido uma linha de h\u00e1bitos mais saud\u00e1vel. O consumo regular de frutas e hortali\u00e7as, por exemplo, passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018, uma varia\u00e7\u00e3o de 15,5%.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 da ingest\u00e3o de, no m\u00ednimo, cinco por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias desses alimentos, cinco vezes por semana, segundo par\u00e2metros da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Com base nessa refer\u00eancia, a Vigitel considera que as mulheres t\u00eam se alimentado melhor, j\u00e1 que 27,2% delas mant\u00eam o consumo recomendado. Entre homens, a taxa \u00e9 de 18,4% e, entre brasileiros, de 23,1%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mexendo o corpo<\/strong><\/p>\n<p>Outro registro positivo diz respeito \u00e0 pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas no tempo livre. A taxa subiu 25,7%, na compara\u00e7\u00e3o de 2009 com 2018. O salto foi de 30,3% para 38,1%.<\/p>\n<p>A dedica\u00e7\u00e3o a uma rotina de exerc\u00edcios que dure ao menos 150 minutos semanais, \u00e9 algo mais comum entre homens (45,4%) do que mulheres (31,8%). Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na \u00faltima d\u00e9cada, de 40,6%.<\/p>\n<p>A taxa global de inatividade f\u00edsica sofreu queda de 13,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2009. O percentual de inatividades das mulheres \u00e9 de 14,2% e o dos homens, ligeiramente inferior, de 13%.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que muitos deixam o sedentarismo, um n\u00famero maior de pessoas tamb\u00e9m afasta da mesa refrigerantes e bebidas a\u00e7ucaradas. Ao todo, de 2007 a 2018, o \u00edndice de consumo desses produtos caiu 53,4% entre adultos das capitais.<\/p>\n<p>Em material distribu\u00eddo \u00e0 imprensa, o minist\u00e9rio ressalta que uma das medidas do governo federal para promo\u00e7\u00e3o de uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada \u00e9 um acordo fechado com representantes da ind\u00fastria aliment\u00edcia, que se comprometeram a reduzir a quantidade de a\u00e7\u00facar em produtos.<\/p>\n<p>Segundo a pasta, o acordo, feito em novembro de 2018, deve atingir mais da metade das bebidas ado\u00e7adas, biscoitos, bolos, misturas para bolos, produtos l\u00e1cteos e achocolatados que chegam \u00e0s prateleiras dos mercados.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de que 144 mil toneladas de a\u00e7\u00facar deixem de ser usadas nos produtos at\u00e9 2022.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Diabetes<\/strong><\/p>\n<p>No documento, o minist\u00e9rio ressalta que nos \u00faltimos anos os entrevistados da pesquisa Vigitel t\u00eam demonstrado um conhecimento mais amplo sobre sa\u00fade,o que facilita a descoberta de doen\u00e7as como diabetes.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da pasta, outro fator que tem contribu\u00eddo para os diagn\u00f3sticos \u00e9 o acesso \u00e0s Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS), na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria. De 2006 para 2018, houve um aumento de 40% no volume de pessoas diagnosticadas com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o mais recente, feito no ano passado, contabilizou 7,7% da popula\u00e7\u00e3o adulta brasileira com o quadro de diabetes confirmado, propor\u00e7\u00e3o que era de 5,5% em 2006. As mulheres t\u00eam um percentual maior de diagn\u00f3stico: 8,1%. O \u00edndice dos homens \u00e9 de 7,1%.<\/p>\n<p>Segundo o minist\u00e9rio, no intervalo de 2008 a 2018, o acesso a medicamentos para diabetes\u00a0aumentou em mais de 1.000%. No ano passado, foram distribu\u00eddos 3,2 bilh\u00f5es de medicamentos a 7,2 milh\u00f5es de pacientes. Em 2008, o quantitativo foi de 274 milh\u00f5es de unidades entregues a 1,2 milh\u00e3o de pacientes.<\/p>\n<p>Atualmente, o SUS [Sistema \u00danico de Sa\u00fade] oferta de forma gratuita o tratamento medicamentoso para a doen\u00e7a, entre eles, cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas NPH e regular. Em 2018, a pasta investiu R$ 726 milh\u00f5es na aquisi\u00e7\u00e3o dos medicamentos.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto parte dos brasileiros incorporou mais frutas e hortali\u00e7as \u00e0 dieta e tem\u00a0se exercitado mais, outra parcela da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 ficando mais obesa. 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