{"id":142796,"date":"2019-06-29T07:46:35","date_gmt":"2019-06-29T10:46:35","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=142796"},"modified":"2019-06-29T09:38:18","modified_gmt":"2019-06-29T12:38:18","slug":"contas-publicas-tem-saldo-negativo-de-r-13-bilhoes-em-maio-diz-bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=142796","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas t\u00eam saldo negativo de R$ 13 bilh\u00f5es em maio, diz BC"},"content":{"rendered":"<p>As contas p\u00fablicas registraram saldo negativo em maio. De acordo com dados divulgados messa sexta-feira (28) pelo Banco Central (BC), o setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, teve deficit prim\u00e1rio de R$ 13,008 bilh\u00f5es no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Em maio de 2018, o resultado tamb\u00e9m foi negativo, de R$ 8,224 bilh\u00f5es. O resultado prim\u00e1rio \u00e9 formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.<\/p>\n<p>De acordo com o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, o resultado em maio de 2018 foi melhor porque houve o retorno aos cofres p\u00fablicos de R$ 3,5 bilh\u00f5es, saldo remanescente do Fundo Soberano extinto naquele m\u00eas. \u201cEssa receita n\u00e3o se repetiu agora e isso explica o d\u00e9ficit maior em maio desse ano\u201d, explicou.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o principal respons\u00e1vel pelo saldo negativo, ao apresentar d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 13,190 bilh\u00f5es. Os governos estaduais anotaram saldo positivo de R$ 1,007 bilh\u00e3o, e os municipais, tamb\u00e9m positivo em R$ 230 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tamb\u00e9m tiveram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 1,055 bilh\u00e3o milh\u00f5es no m\u00eas passado, resultado explicado pelo aumento de emiss\u00e3o de d\u00edvidas, principalmente por empresas estatais estaduais.<\/p>\n<h2>Acumulado<\/h2>\n<p>De janeiro a maio, o setor p\u00fablico acumula super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 6,966 bilh\u00f5es, resultado melhor do que o d\u00e9ficit de R$ 933 milh\u00f5es registrado em igual per\u00edodo de 2018. Esse \u00e9 o melhor resultado para o per\u00edodo desde 2015, quando houve super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 25,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com Rocha, essa melhora no acumulado deste ano se deve ao maior controle das despesas p\u00fablicas, verificado em todas as esferas do governo. Os governos regionais (estados e munic\u00edpios) tiveram super\u00e1vit de R$ 19,132 bilh\u00f5es nos cinco primeiros meses desse ano, contra R$ 12,861 no mesmo per\u00edodo de 2018.<\/p>\n<p>A meta para o setor p\u00fablico consolidado \u00e9 de um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 132 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Com o resultado negativo do m\u00eas, houve aumento no d\u00e9ficit prim\u00e1rio acumulado em 12 meses, chegando a R$ 100,359 bilh\u00f5es. Isso representa 1,44% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Despesas com juros<\/h2>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 34,550 bilh\u00f5es em maio, contra R$ 39,672 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2018. \u00c9 a menor despesa com pagamento de juros desde maio de 2014, quando o valor chegou a R$ 21,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC explicou que em maio do ano passado houve uma perda maior, de R$ 6,9 bilh\u00f5es, com opera\u00e7\u00f5es de\u00a0<em>swap<\/em>\u00a0cambial (equivalente \u00e0 venda de d\u00f3lares no mercado futuro) que s\u00e3o apropriados como despesas de juros. Neste ano, estas perdas chegaram a R$ 1,6 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos primeiros cinco meses do ano, essas despesas com juros acumularam R$ 163,716 bilh\u00f5es contra R$ 158,526 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2018.<\/p>\n<p>Em maio, o d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os resultados dos juros, ficou negativo em R$ 47,558 bilh\u00f5es, contra R$ 47,896 bilh\u00f5es em igual m\u00eas de 2018. No acumulado de cinco meses do ano, o d\u00e9ficit nominal chegou a R$ 156,749 bilh\u00f5es, ante R$ 159,458 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<h2>D\u00edvida p\u00fablica<\/h2>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) atingiu R$ 3,811 trilh\u00f5es em maio, o que corresponde 54,73% do PIB, com aumento de 0,3 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a abril. A rela\u00e7\u00e3o entre d\u00edvida l\u00edquida e PIB \u00e9 a maior desde setembro de 2003, quando a d\u00edvida chegou a 54,73% do PIB.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta &#8211; que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; somou R$ 5,480 trilh\u00f5es ou 78,7% do PIB.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas p\u00fablicas registraram saldo negativo em maio. De acordo com dados divulgados messa sexta-feira (28) pelo Banco Central (BC), o setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, teve deficit prim\u00e1rio de R$ 13,008 bilh\u00f5es no m\u00eas passado. Em maio de 2018, o resultado tamb\u00e9m foi negativo, de R$ 8,224 bilh\u00f5es. 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