{"id":142573,"date":"2019-06-30T06:00:04","date_gmt":"2019-06-30T09:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=142573"},"modified":"2019-06-26T13:45:27","modified_gmt":"2019-06-26T16:45:27","slug":"numero-de-empresas-e-organizacoes-ativas-no-brasil-cai-04-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=142573","title":{"rendered":"N\u00famero de empresas e organiza\u00e7\u00f5es ativas no Brasil cai 0,4% em 2017"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es formais ativas no pa\u00eds chegou a 5 milh\u00f5es em 2017, que ocuparam 51,9 milh\u00f5es de pessoas, das quais 45,1 milh\u00f5es eram assalariadas. Em compara\u00e7\u00e3o a 2016, houve queda de 0,4% no n\u00famero de empresas e organiza\u00e7\u00f5es formais brasileiras em atividade.<\/p>\n<p>O pessoal ocupado total cresceu 1% em 2017 frente a 2016, o que significou mais 528,1 mil pessoas, enquanto o pessoal ocupado assalariado evoluiu 1,2% (550,7 mil pessoas).<\/p>\n<p>Os dados constam do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). As organiza\u00e7\u00f5es formais ativas incluem administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e entidades sem fins lucrativos. Os s\u00f3cios e propriet\u00e1rios, que somavam 6,9 milh\u00f5es de pessoas em 31 de dezembro de 2017, experimentaram redu\u00e7\u00e3o de 0,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Segundo explicou a analista da pesquisa do Cempre, Denise Guichard Freire, o aumento observado no pessoal ocupado total e no pessoal ocupado assalariado reverteu a tend\u00eancia de queda ocorrida nos dois anos anteriores.<\/p>\n<p>A sondagem mostra que de 2016 para 2017, tanto o total de sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es quanto o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal subiram, respectivamente, 2,4%, e 4,9%, em termos reais, isto \u00e9, descontada a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. Os sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es pagos em 2017 atingiram quase R$ 1,7 trilh\u00e3o, e o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal ficou em R$ 2.848,77, ou o equivalente a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p><strong>Atividades<\/strong><\/p>\n<p>Por atividade econ\u00f4mica, o com\u00e9rcio, no recorte repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas, liderou em 2017, em termos de n\u00famero de empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es (37,5%), pessoal ocupado total (21,9%), com 11,37 milh\u00f5es, e pessoal ocupado assalariado (19,5%), com 8,8 milh\u00f5es, caindo para a terceira posi\u00e7\u00e3o em termos de sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es (12,7%).<\/p>\n<p>As entidades de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social lideraram em massa salarial, com 24,4% do total, ocupando a segunda posi\u00e7\u00e3o em pessoal assalariado (17,1%). As ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o ocupam a segunda coloca\u00e7\u00e3o em pessoal ocupado total (15%) e sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es (16,9%), detendo a terceira classifica\u00e7\u00e3o no total de empresas (7,9%) e pessoal ocupado assalariado (16%). As atividades administrativas e servi\u00e7os complementares mostraram o segundo maior percentual de empresas (9,4%).<\/p>\n<p>Os maiores aumentos de pessoal assalariado foram observados em sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais (16,6%) e em educa\u00e7\u00e3o (8,2%), enquanto constru\u00e7\u00e3o e outras atividades de servi\u00e7o apresentaram as maiores quedas (-7,5% e -7,1%, respectivamente). Denise destacou que &#8220;houve avan\u00e7o importante nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, onde a m\u00e3o de obra feminina \u00e9 mais preponderante que a masculina&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rios m\u00e9dios<\/strong><\/p>\n<p>Em termos salariais, a pesquisa registra que os maiores sal\u00e1rios m\u00e9dios mensais foram pagos pelas \u00e1reas de eletricidade e g\u00e1s (R$ 7.643,38) e atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados (R$ 6.299,76). Esses valores ficaram 168,3% e 121,1% acima da m\u00e9dia, segundo o Cempre. &#8220;S\u00e3o poucas empresas, t\u00eam um contingente de pessoas com n\u00edvel (de ensino) superior e boa forma\u00e7\u00e3o, o que acaba puxando a m\u00e9dia para cima&#8221;, disse Denise.<\/p>\n<p>No outro extremo, com os menores sal\u00e1rios m\u00e9dios mensais pagos em 2017, aparecem alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o (R$ 1.476,34), atividades administrativas e servi\u00e7os complementares (R$ 1.769,79) e com\u00e9rcio, na se\u00e7\u00e3o repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas (R$ 1.871,15). &#8220;O com\u00e9rcio apresenta o maior contingente de pessoas ocupadas, mas \u00e9 o terceiro menor sal\u00e1rio&#8221;, comentou a analista.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra tamb\u00e9m que do total de 5 milh\u00f5es de empresas e organiza\u00e7\u00f5es formais ativas existentes no Brasil em 2017, a maior parte, ou o correspondente a 4,40 milh\u00f5es, tinha at\u00e9 9 pessoas ocupadas, com o menor sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal (R$ 1.544,97). Por outro lado, as empresas e organiza\u00e7\u00f5es de maior porte, com 250 empregados ou mais, somavam apenas 19.475, mas apresentavam o maior sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal, de R$ 3.651,18. &#8220;As menores empresas est\u00e3o tendo mais dificuldades de manter empregos e sal\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Sexo e escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa revela expans\u00e3o no n\u00famero de homens e mulheres assalariados em 2017 (0,9% e 1,7%, respectivamente). Entretanto, o sexo masculino prevaleceu, com 55,4% do pessoal ocupado assalariado, contra 44,6% de representantes do sexo feminino. Isso se reflete nos sal\u00e1rios m\u00e9dios mensais: os homens receberam R$ 3.086,00 por m\u00eas, enquanto para as mulheres o sal\u00e1rio m\u00e9dio foi R$ 2.555,84 por m\u00eas, ou o correspondente, respectivamente, a 3,3 e 2,7 sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Por n\u00edvel de escolaridade, predomina a m\u00e3o de obra sem n\u00edvel superior&#8221;, informou Denise Guichard Freire. Observou-se que 77,4% do pessoal ocupado assalariado em 2017 n\u00e3o tinham n\u00edvel de ensino superior e recebiam 53,5% do total de sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es pagas, ganhando sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal de R$ 1.971,82, equivalente a 2,1 sal\u00e1rios m\u00ednimos\/m\u00eas. Em contrapartida, somente 22,6% dos trabalhadores assalariados tinham n\u00edvel superior, recebiam 46,5% do total de sal\u00e1rios pagos, mas tinham sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal da ordem de R$ 5.832,38, que equivalia a 6,2 m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise por sexo, percebe-se incremento de 5,7% nos sal\u00e1rios das mulheres de 2016 (R$ 2.418,00) para 2017 (R$ 2.555,80) e de 4,4% nos sal\u00e1rios dos homens (de R$ 2.955,40 para R$ 3.086,00). Por n\u00edvel de escolaridade, foi apurado avan\u00e7o de 3,7% para o pessoal assalariado com n\u00edvel superior (de R$ 5.561,68 para R$ 5.832,38) e de 3,5% para o pessoal assalariado sem n\u00edvel superior (de R$ 1.905,50 para R$ 1.971,82).<\/p>\n<p><strong>Natureza jur\u00eddica<\/strong><\/p>\n<p>Tomando por base a natureza jur\u00eddica das empresas e organiza\u00e7\u00f5es formais ativas no pa\u00eds em 2017, constatou-se que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica mostrou maiores ganhos no que se refere ao total de organiza\u00e7\u00f5es, que cresceu 3,8%, pessoal ocupado total e pessoal assalariado (+7,3% cada), e total de sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es (+5,2%).<\/p>\n<p>A sondagem revela ainda que o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal em 2017, segundo a natureza jur\u00eddica, se situou em R$ 4.088,04 na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, R$ 2.469,54 nas entidades empresariais e R$ 2.716,54 nas entidades sem fins lucrativos. Em todos os tipos de organiza\u00e7\u00f5es por natureza jur\u00eddica, o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal dos homens superou o das mulheres, sendo a maior diferen\u00e7a encontrada na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica: R$ 4.778,32 para o sexo masculino e R$ 3.606,65 para sexo feminino.<\/p>\n<p>A abordagem por n\u00edvel de escolaridade mostrou que o maior sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal (R$ 6.132,56) foi encontrado nos empregados das entidades empresariais com n\u00edvel superior, seguindo-se a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (R$ 5.764,67) e entidades sem fins lucrativos (R$ 4.780,88).<\/p>\n<p><strong>Por regi\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Os maiores sal\u00e1rios m\u00e9dios foram encontrados no Distrito Federal (5,4 sal\u00e1rios m\u00ednimos), Amap\u00e1 (3,8 sal\u00e1rios m\u00ednimos), Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo (3,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos cada). Os menores sal\u00e1rios m\u00e9dios ficaram com a Para\u00edba e Alagoas (2,2 sal\u00e1rios m\u00ednimos cada), seguidos do Cear\u00e1 (2,3 m\u00ednimos).<\/p>\n<p>Entre as regi\u00f5es, o Sudeste se destacou em rela\u00e7\u00e3o ao maior percentual de unidades locais (50,5%), pessoal ocupado em 31 de dezembro de 2017 (49,6% do total), pessoal ocupado assalariado (49,3%) e massa salarial (52,7%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es formais ativas no pa\u00eds chegou a 5 milh\u00f5es em 2017, que ocuparam 51,9 milh\u00f5es de pessoas, das quais 45,1 milh\u00f5es eram assalariadas. Em compara\u00e7\u00e3o a 2016, houve queda de 0,4% no n\u00famero de empresas e organiza\u00e7\u00f5es formais brasileiras em atividade. O pessoal ocupado total cresceu 1% em 2017 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":142574,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,261,439],"tags":[],"class_list":["post-142573","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-economia","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/142573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=142573"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/142573\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/142574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=142573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=142573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=142573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}