{"id":142329,"date":"2019-06-23T06:00:24","date_gmt":"2019-06-23T09:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=142329"},"modified":"2019-06-19T19:01:24","modified_gmt":"2019-06-19T22:01:24","slug":"analfabetismo-no-brasil-diminui-entre-2016-e-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=142329","title":{"rendered":"Analfabetismo no Brasil diminui entre 2016 e 2018"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com os dados da pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o 2018 (Pnad Educa\u00e7\u00e3o), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o analfabetismo no Brasil caiu entre 2016 e 2018. O levantamento aponta que na faixa entre 15 anos ou mais, passou de 7,2% em 2016 para 6,8% em 2018. No ano passado, eram 11,3 milh\u00f5es de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda conforme o levantamento, na compara\u00e7\u00e3o com 2017, a queda de 0.1 ponto percentual corresponde a menos 121 mil analfabetos entre os dois anos.\u00a0Os dados ainda revelam que o analfabetismo no Brasil est\u00e1 diretamente associado \u00e0 idade, quanto mais velho o grupo populacional, maior a propor\u00e7\u00e3o de analfabetos. Nas pessoas de 60 anos ou mais, a taxa recuou de 20,4% para 18,6%, sendo o percentual mais alto entre as faixas de idade. A taxa de 2018 equivale a quase 6 milh\u00f5es de analfabetos. De acordo com o IBGE, o analfabetismo entre os mais velhos, ocorre, em grande parte, por quest\u00f5es demogr\u00e1ficas, como o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Separados por g\u00eanero, o percentual de mulheres \u00e9 maior (19,1%) que o dos homens (18%), mas quando a an\u00e1lise \u00e9 entre 15 ou mais anos, as mulheres t\u00eam taxa menor (6,6%) do que os homens (7%).<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 cor ou ra\u00e7a, o levantamento aponta que h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a. Em 2018, 3,9% das pessoas de 15 anos ou mais analfabetas eram brancas, enquanto as pessoas pretas ou pardas eram 9,1%.\u00a0 Se for levando em conta tamb\u00e9m a idade, com 60 anos ou mais, a diferen\u00e7a \u00e9 ainda maior, sendo 10,3% para pessoas brancas e 27,5% pretas e pardas.<\/p>\n<p>A pesquisa ainda aponta os \u00edndices de analfabetismo por regi\u00f5es, sendo o Nordeste a regi\u00e3o com maior percentual, mesmo tendo registrado queda no per\u00edodo de 2017 e 2018 de 14,48% para 13,87% na faixa de 15 anos ou mais. Em seguida vem o Norte (7,98%), Centro-Oeste (5,40%), Sul (3,63%) e Sudeste (3,47%).\u00a0 As diferen\u00e7as se mant\u00eam na faixa de 60 anos ou mais. No Nordeste s\u00e3o 36,87, no Norte 27,02%, no Centro-Oeste 18,27%, no Sul 10,80% e no Sudeste 10,33%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Outro dado que chamou aten\u00e7\u00e3o no Brasil em termos educacionais entre 2016 e 2018 foi o percentual maior de pessoas que conclu\u00edram pelo menos as etapas b\u00e1sicas de educa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, que \u00e9 chegar, no m\u00ednimo, ao ensino m\u00e9dio completo.<\/p>\n<p>A taxa subiu de 45% em 2016 para 47,4% em pessoas com 25 anos ou mais. Em 2018, as mulheres nesta situa\u00e7\u00e3o (49,5%) eram em maior quantidade que os homens (45%).<\/p>\n<p>As pessoas brancas somavam 55,8%, enquanto as pretas e pardas, 40,3%. Quando a an\u00e1lise se refere aos sem instru\u00e7\u00e3o, o percentual caiu de 7,8% para 6,9%.<\/p>\n<p>Para o IBGE, como as trajet\u00f3rias educacionais variam ao longo da vida, o indicador \u00e9 melhor avaliado entre as pessoas que j\u00e1 poderiam ter conclu\u00eddo o processo regular de escolariza\u00e7\u00e3o, em geral, em torno dos 25 anos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesses dados, as diferen\u00e7as regionais chamam aten\u00e7\u00e3o. No Nordeste, apesar do n\u00famero de pessoas com ao menos a etapa do ensino b\u00e1sico completo ter crescido em 2018 (38,9%), ainda \u00e9 baixo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste \u00e9 de 48,7%, no Sul (45,7%), no Norte (43,6%) e no Sudeste (53,6%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>A Pnad Cont\u00ednua levanta trimestralmente, por meio de question\u00e1rio b\u00e1sico, informa\u00e7\u00f5es sobre as caracter\u00edsticas b\u00e1sicas de educa\u00e7\u00e3o para as pessoas de 5 anos ou mais de idade.<\/p>\n<p>A partir de 2016, come\u00e7ou a incluir o m\u00f3dulo anual de educa\u00e7\u00e3o, que, durante o segundo trimestre de cada ano civil, amplia a investiga\u00e7\u00e3o dessa tem\u00e1tica para todas as pessoas da pesquisa.<\/p>\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es da <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com os dados da pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua Educa\u00e7\u00e3o 2018 (Pnad Educa\u00e7\u00e3o), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o analfabetismo no Brasil caiu entre 2016 e 2018. 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