{"id":141874,"date":"2019-06-16T06:00:26","date_gmt":"2019-06-16T09:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=141874"},"modified":"2019-06-12T18:47:03","modified_gmt":"2019-06-12T21:47:03","slug":"mais-de-32-dos-estudantes-da-ufjf-integram-movimentos-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=141874","title":{"rendered":"Mais de 32% dos estudantes da UFJF integram movimentos sociais"},"content":{"rendered":"<p>Por ser um espa\u00e7o onde h\u00e1 pluralidade de ideias e respeito \u00e0s diversidades, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) abre a possibilidade para que estudantes tenham contato com movimentos relacionados a causas sociais variadas, seguindo a natureza e identifica\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio aluno. De acordo com a\u00a0VPesquisa do Perfil Socioecon\u00f4mico e Cultural dos Estudantes de Gradua\u00e7\u00e3o das Universidades Federais, 32,6% do corpo discente, equivalente a 5.817 alunos, participam de pelo menos uma iniciativa. O levantamento foi realizado pelo F\u00f3rum Nacional de Pr\u00f3-reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace) da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Andifes).<\/p>\n<p>Dentro da Universidade, h\u00e1 integrantes de pelo menos 11 causas sociais diferentes, ampliando as diversas vozes que permeiam a institui\u00e7\u00e3o. Segundo os dados da pesquisa, as organiza\u00e7\u00f5es e movimentos com as maiores mobiliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o as atl\u00e9ticas estudantis (8,5%), seguido dos movimentos feminista (8,4%) e estudantil (7,9%). Para a professora do curso de Servi\u00e7o Social, Maria L\u00facia Duriguetto, os cursos de gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e movimentos estudantis ajudam a despertar nos estudantes o interesse e envolvimento em diferentes causas sociais, uma vez que \u201ca UFJF n\u00e3o est\u00e1 ilhada da realidade\u201d. \u201cAs disciplinas universit\u00e1rias contribuem para a constru\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os politicamente situados e cr\u00edticos, percebendo a necessidade do enfrentamento das desigualdades e opress\u00f5es de forma ativa.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_141881\" style=\"width: 532px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-141881\" class=\"wp-image-141881\" src=\"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-300x300.png\" alt=\"\" width=\"522\" height=\"522\" srcset=\"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-300x300.png 300w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-150x150.png 150w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-180x180.png 180w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-600x600.png 600w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-120x120.png 120w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-360x360.png 360w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02-80x80.png 80w, https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/02.png 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><p id=\"caption-attachment-141881\" class=\"wp-caption-text\">UFJF<\/p><\/div>\n<p>De acordo com Maria L\u00facia, os movimentos sociais s\u00e3o espa\u00e7os de organiza\u00e7\u00e3o e reivindica\u00e7\u00e3o voltados \u00e0 conquista de direitos da popula\u00e7\u00e3o. \u201cEles d\u00e3o visibilidade p\u00fablica e pol\u00edtica \u00e0s demandas da classe trabalhadora e suas diferentes fra\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante os alunos se envolverem para terem uma vis\u00e3o do quadro da realidade brasileira e despertar uma vis\u00e3o pol\u00edtica das desigualdades sociais.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Caminhos rumo ao sonho\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Representando parte dos 2,0% dos componentes do movimento negro, Gustavo Luiz Ribeiro faz parte de um grupo iniciado a partir da necessidade de estudar autores negros dentro da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o e criar pesquisas utilizando tais refer\u00eancias te\u00f3ricas. \u201cMe identifico com boa parte das pautas dos movimentos negros. Atrav\u00e9s da minha viv\u00eancia, assimilo a realidade de outras a\u00e7\u00f5es que buscam a emancipa\u00e7\u00e3o de parcelas oprimidas da popula\u00e7\u00e3o. Desde o ensino fundamental e m\u00e9dio, sentimos falta da aplica\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm\">lei 10.639<\/a>, obrigando o ensino sobre Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira nas escolas.\u201d<\/p>\n<p>O grupo atua tamb\u00e9m, como um espa\u00e7o de cura para as pessoas pretas, combatendo \u201ctra\u00e7os da solid\u00e3o em ambientes com acessos limitados historicamente a este p\u00fablico\u201d. \u00a0O grupo busca trabalhar temas relacionados \u00e0 negritude e teorizar as formas das pretas e pretos de compreender o mundo. \u201cO que me motiva \u00e9 a esperan\u00e7a dessa, ou das gera\u00e7\u00f5es seguintes, alcan\u00e7arem a emancipa\u00e7\u00e3o de todo tipo de opress\u00e3o. Parece ut\u00f3pico pensar dessa forma, mas \u00e9 o est\u00edmulo que encontro para facilitar caminhos rumo a este sonho.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Vinda de uma fam\u00edlia com mulheres feministas, a universit\u00e1ria Estela Loth conta que apesar de crescer conhecendo a luta pela igualdade de g\u00eanero, n\u00e3o sentia a necessidade de se organizar coletivamente at\u00e9 o ano de 2016. \u201cN\u00f3s, mulheres, nunca estivemos em condi\u00e7\u00f5es iguais, mas nessa \u00e9poca, a conjuntura anunciava um acirramento do conservadorismo. N\u00e3o imaginava a situa\u00e7\u00e3o como est\u00e1 hoje, mas percebia o aumento de um discurso perigoso, abrindo brecha para a retirada de direitos das mulheres e minorias sociais. Para al\u00e9m do feminismo, eu via a necessidade de me organizar e defender um projeto de sociedade mais justo e igualit\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Representada entre as 8,4% estudantes do movimento feminista, tamb\u00e9m faz parte dos 1,5% dos alunos integrantes de partidos pol\u00edticos e entre os 5,6% que se enquadram em outros. O interesse em participar dessas a\u00e7\u00f5es surgiu a partir de rela\u00e7\u00f5es estabelecidas com pessoas do movimento estudantil da UFJF e da milit\u00e2ncia de Juiz de Fora. \u201cMinha motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 a consci\u00eancia da impossibilidade de conquistas sociais individuais. Somente atrav\u00e9s da uni\u00e3o, entendendo a condi\u00e7\u00e3o que nos assemelha, a de classe trabalhadora, se faz poss\u00edvel tra\u00e7ar uma luta por uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria. Quando digo igualit\u00e1ria, vai al\u00e9m da quest\u00e3o econ\u00f4mica. \u00c9 preciso romper com um modelo de sociedade que necessita da desigualdade para se sustentar. N\u00f3s vamos romper com todas as formas de desequil\u00edbrio, seja racial, de g\u00eanero e outros.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Novos pontos de vista<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu trago em mim a vontade de participar dessas a\u00e7\u00f5es desde meu ensino m\u00e9dio\u201d,\u00a0explica a estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Ci\u00eancias Humanas Maria Aguiar, que integra o grupo dos 5,1% dos estudantes envolvidos em a\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais, atuando na pasta cultural do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE). \u201cDesenvolver projetos nessa \u00e1rea faz parte da minha ess\u00eancia. Na escola, j\u00e1 trabalhava no movimento secundarista, auxiliando na produ\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas pela cidade \u2013 Duque de Caxias (RJ) -, indo a escolas, conversar sobre pol\u00edtica, e colaborava com outros movimentos discentes. Essa vontade foi despertada desde cedo em mim.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Maria, a motiva\u00e7\u00e3o em desenvolver projetos culturais \u00e9 explorar as boas atividades produzidas dentro da Universidade, principalmente por ser um bom fio condutor e fomentador dessas a\u00e7\u00f5es. \u201cA vida \u00e9 muito legal, mas pode ser melhor por meio da arte. H\u00e1 muita coisa para ser vista que pode agu\u00e7ar as nossas percep\u00e7\u00f5es. Arte e cultura servem para isso, para que conhe\u00e7amos outros pontos de vista.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Energia e motiva\u00e7\u00e3o juvenil\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Estudante do Instituto de Artes e Design, Gabriel Reis Amaral faz parte de tr\u00eas movimentos sociais relacionados a for\u00e7a da juventude dentro dos campos pol\u00edticos. Atualmente, \u00e9 diretor de comunica\u00e7\u00e3o do Diret\u00f3rio Central dos Estudantes (DCE), participante de um outro movimento estudantil e de um grupo pol\u00edtico que organiza a juventude da classe trabalhadora. \u201cDe forma org\u00e2nica e ativa, eu participo do movimento estudantil desde que entrei na UFJF, em 2014,\u00a0no grupo pol\u00edtico desde 2016 e no DCE desde 2017. Minha hist\u00f3ria com atividades pol\u00edticas surgiu desde crian\u00e7a. Minha m\u00e3e sempre teve uma abordagem familiar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perspectivas pol\u00edticas e prezava muito pela colabora\u00e7\u00e3o, valorizando um princ\u00edpio de uma sociedade coletiva.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Gabriel, a motiva\u00e7\u00e3o em participar dos movimentos sociais \u00e9 a cren\u00e7a na constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade. Ele considera necess\u00e1ria a organiza\u00e7\u00e3o juvenil em busca de viv\u00eancias mais justas, coletivas e igualit\u00e1rias. \u201cA partir da organiza\u00e7\u00e3o popular, n\u00f3s temos a possibilidade de criar um projeto em que acreditamos. A juventude n\u00e3o pode perder o encantamento nem a esperan\u00e7a. Devemos usar o m\u00e1ximo da nossa energia para construirmos espa\u00e7os de forma organizada, sempre prezando pelo coletivo. \u00c9 preciso usar nossa energia e motiva\u00e7\u00e3o para lutar pela constru\u00e7\u00e3o de um novo projeto de pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: UFJF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ser um espa\u00e7o onde h\u00e1 pluralidade de ideias e respeito \u00e0s diversidades, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) abre a possibilidade para que estudantes tenham contato com movimentos relacionados a causas sociais variadas, seguindo a natureza e identifica\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio aluno. 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