{"id":137563,"date":"2019-04-05T14:57:18","date_gmt":"2019-04-05T17:57:18","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=137563"},"modified":"2019-04-05T14:57:18","modified_gmt":"2019-04-05T17:57:18","slug":"total-de-fundacoes-privadas-cai-14-no-pais-diz-pesquisa-do-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=137563","title":{"rendered":"Total de funda\u00e7\u00f5es privadas cai 14% no pa\u00eds, diz pesquisa do IBGE"},"content":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro registrou queda de 14% no n\u00famero de funda\u00e7\u00f5es privadas e associa\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos (Fasfil). S\u00e3o 237 mil funda\u00e7\u00f5es equivalentes a 4,3% de 5,5 milh\u00f5es de empresas e entidades p\u00fablicas e privadas, lucrativas e n\u00e3o lucrativas do Cadastro Central de Empresas (Cempre).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o de 2016 e foram divulgados nesta sexta-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). As Fasfil responderam, em 2016, por 2,3 milh\u00f5es de pessoas ocupadas assalariadas, que correspondem a 5,1% do total.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a primeira vez que o IBGE faz o estudo das Fasfil sozinho. Anteriormente, contava com apoio do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea).<\/p>\n<p>A recess\u00e3o foi o principal motivo para a retra\u00e7\u00e3o no n\u00famero de Fasfil, porque essas institui\u00e7\u00f5es dependem muito de financiamento, tanto p\u00fablico como privado. A pesquisa do IBGE detectou queda no n\u00famero de Fasfil no pa\u00eds, em 2016: menos 14% em rela\u00e7\u00e3o a 2013, e menos 16,5%, comparativamente a 2010.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que se tem um ambiente de instabilidade econ\u00f4mica, as entidades passam a ter mais dificuldades de se financiar\u201d, disse a economista Denise Guichard, pesquisadora do IBGE e integrante da equipe respons\u00e1vel pela an\u00e1lise dos dados da sondagem.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de Fasfil foi mais expressiva nas regi\u00f5es Norte (-30,4%) e Nordeste (-24,5%) em 2016, em rela\u00e7\u00e3o a 2013, e tamb\u00e9m na compara\u00e7\u00e3o de 2016 com 2010 (-32,9% e -30,9%, respectivamente). Houve perda de espa\u00e7o dessas entidades na regi\u00e3o Norte e Nordeste, voltadas para a defesa dos direitos, que envolve inclusive produtores rurais.<\/p>\n<p>Em contrapartida, houve crescimento do pessoal ocupado entre 2010 e 2016: +11,7%. A expans\u00e3o foi puxada principalmente pelos aumentos de pessoal ocupado observados nos grupos sa\u00fade (25,5%), religi\u00e3o (23,9%) e desenvolvimento e defesa dos direitos (11,4%).<\/p>\n<p>\u201cEssa quest\u00e3o do emprego \u00e9 importante\u201d, disse a economista. \u201cPorque, apesar de todo o cen\u00e1rio de crise desde 2014, voc\u00ea ter segmentos importantes da economia sinalizando para a abertura de novos postos de trabalho, gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda, eu acho que \u00e9 importante ressaltar\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Queda<\/h2>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de Fasfil foi mais significativa nas atividades relacionadas \u00e0 defesa dos direitos e associa\u00e7\u00f5es profissionais, que demandam maior quantidade de financiamento.<\/p>\n<p>\u201cPorque as outras entidades ligadas \u00e0 sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o conseguiram se manter. O mesmo ocorreu com as funda\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es religiosas\u201d, destacou Denise. De acordo com o levantamento, 35,1% das Fasfil s\u00e3o compostas por entidades religiosas e 25% por outros tipos de associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE mostra maior concentra\u00e7\u00e3o de Fasfil em 2016, na Regi\u00e3o Sudeste (48,3%), que se destaca tamb\u00e9m em termos populacionais (42,1%); seguida do Sul (22,2% ).<\/p>\n<p>O Nordeste, embora ocupe o terceiro lugar em n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es privadas sem fins lucrativos (18,8%), \u00e9 a segunda regi\u00e3o em n\u00famero de habitantes (27,4%). A Regi\u00e3o Centro-Oeste aparece na quarta posi\u00e7\u00e3o em Fasfil (6,8%), embora seja a menos populosa do Brasil (7,6%). O Norte apresenta o menor n\u00famero de Fasfil (3,9%), mas \u00e9 a quarta regi\u00e3o mais populosa (8,6%).<\/p>\n<h2>Assalariados<\/h2>\n<p>A pesquisa mostra que, em 2016, 152,9 mil Fasfil, ou o equivalente a 64,5% das institui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o tinham nenhum empregado assalariado e deviam se apoiar em trabalho volunt\u00e1rio e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma caracter\u00edstica de boa parte do grupo Fasfil\u201d, afirmou Denise. Como o IBGE trabalha com entidades formalmente constitu\u00eddas, com Cadastro Nacional de Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ), n\u00e3o consegue captar mais informa\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es apoiadas em trabalho volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es sem empregados assalariados eram mais comuns no grupo religi\u00e3o, onde 37,5% n\u00e3o tinham empregados formais, com carteira assinada. Em contrapartida, os que mais empregavam pertenciam ao grupo sa\u00fade (35,7% do total do pessoal ocupado) e educa\u00e7\u00e3o e pesquisa (28,6%), com destaque para educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p>\u201cA\u00ed s\u00e3o as grandes institui\u00e7\u00f5es\u201d, acentuou a pesquisadora. Apenas 1,6% das entidades tinha mais de 100 empregados em 2016, concentrando 1,5 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<h2>Remunera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>As pessoas empregadas nas Fasfil em 2016 ganhavam em m\u00e9dia R$ 2.653,33, ou o equivalente a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas, considerando o m\u00ednimo de R$ 880. A massa salarial alcan\u00e7ava R$ 80,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal das Fasfil era similar \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia observada para todas as empresas no Cadastro Central de Empresas (Cempre) no mesmo ano.<\/p>\n<p>As mulheres, apesar de representarem 66% do total de assalariados nas Fasfil, superando os 44% observados no Cempre, recebiam 24% menos que os homens.<\/p>\n<p>No ano de 2016, 35,4% dos assalariados das Fasfil tinham curso superior e recebiam, em m\u00e9dia, 5,1 sal\u00e1rios m\u00ednimos. J\u00e1 no Cempre, somente 13,8% dos trabalhadores tinham n\u00edvel superior, mas a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia era de 6,3 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Denise Guichard lembrou que, no Cempre, a remunera\u00e7\u00e3o inclui trabalhadores da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, entidades empresariais e entidades sem fins lucrativos. \u201cA administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica puxa esse n\u00famero (da remunera\u00e7\u00e3o) para cima\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa revela, ainda, aumento dos sal\u00e1rios m\u00e9dios mensais do pessoal ocupado nas Fasfil de 8,2% em termos reais, isto \u00e9, descontada a infla\u00e7\u00e3o, entre 2010 e 2016. Na compara\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, com 2013, observa-se redu\u00e7\u00e3o real de 0,7% nos sal\u00e1rios m\u00e9dios pagos.<\/p>\n<p>O documento informa que foram criadas 45,7 mil novas Fasfil no Brasil entre 2011 e 2016, o que significa aumento de 3,2% por ano, em m\u00e9dia, com predomin\u00e2ncia de entidades religiosas (+19,9 mil institui\u00e7\u00f5es). J\u00e1 de 2001 a 2016, as novas Fasfil representaram 48,9% do total de entidades desse tipo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro registrou queda de 14% no n\u00famero de funda\u00e7\u00f5es privadas e associa\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos (Fasfil). S\u00e3o 237 mil funda\u00e7\u00f5es equivalentes a 4,3% de 5,5 milh\u00f5es de empresas e entidades p\u00fablicas e privadas, lucrativas e n\u00e3o lucrativas do Cadastro Central de Empresas (Cempre). 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