{"id":137355,"date":"2019-04-03T15:11:17","date_gmt":"2019-04-03T18:11:17","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=137355"},"modified":"2019-04-03T15:11:17","modified_gmt":"2019-04-03T18:11:17","slug":"engenheiros-dizem-que-nao-sabem-o-que-causou-tragedia-em-brumadinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=137355","title":{"rendered":"Engenheiros dizem que n\u00e3o sabem o que causou trag\u00e9dia em Brumadinho"},"content":{"rendered":"<p>A engenheira Ana L\u00facia Moreira Yoda, da empresa Tractebel Engineering, que assinou laudos de estabilidade da barragem de Brumadinho de 2017 a junho de 2018, disse hoje (3), na Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) do Senado que investiga o rompimento da Barragem de Brumadinho (MG), que, enquanto atuou na mina, n\u00e3o havia nenhum indicativo de risco iminente de rompimento da estrutura. A trag\u00e9dia matou mais de duzentas pessoas.<\/p>\n<p>Acrescentou que, \u00e0 \u00e9poca, os indicadores estavam \u201cdentro das leituras hist\u00f3ricas\u201d.<\/p>\n<p>Ela esclareceu que, ap\u00f3s uma reclassifica\u00e7\u00e3o pela Tractebel do fator de seguran\u00e7a da barragem, em junho de 2018, o gestor da Vale, respons\u00e1vel pelo contrato da Mina de Brumadinho, Washington Pirete, achou melhor deixar a an\u00e1lise sob a responsabilidade da alem\u00e3 T\u00fcv S\u00fcd, que atestou por \u00faltimo a estabilidade da estrutura na barragem que se rompeu.<\/p>\n<p>Ainda segundo Ana L\u00facia, a justificativa para a troca de empresas dada pelo gestor foi de que a alem\u00e3 teria estrutura melhor para avaliar a barragem.<\/p>\n<p>\u201cA Tractebel decidiu n\u00e3o trabalhar mais com declara\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a de estruturas de barragens\u201d, afirmou aos senadores.<\/p>\n<p>Sobre o que teria causado o rompimento da estrutura em Brumadinho, a engenheira disse que n\u00e3o sabe responder. \u201cMuito dif\u00edcil [saber o que aconteceu]. A coisa que est\u00e1 mais perturbando a comunidade t\u00e9cnica \u00e9 essa pergunta. Eu n\u00e3o saberia dizer com os elementos que eu tenho. A gente tem tentado estudar, mas eu n\u00e3o saberia dizer, tenho medo de ser leviana\u201d, concluiu.<\/p>\n<h2>Vale<\/h2>\n<p>Outro t\u00e9cnico ouvido hoje pela CPI do Senado foi o gerente de Geotecnia Corporativa da Vale, Alexandre Campanha. Apesar de resguardado por\u00a0<em>habeas corpus<\/em>, concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ele decidiu responder a todas as perguntas.<\/p>\n<p>Campanha se defendeu das acusa\u00e7\u00f5es de ter coagido engenheiros da T\u00fcv S\u00fcd a atestar o laudo de estabilidade da barragem.<\/p>\n<p>\u201cNunca pressionei o senhor Makoto [Namba] e nenhum funcion\u00e1rio da T\u00fcv S\u00fcd\u201d, disse. O gerente citou trechos de v\u00e1rios depoimentos \u00e0 Pol\u00edcia Federal dos engenheiros que atestaram a seguran\u00e7a da barragem e enfatizou o fato deles terem dito reiteradas vezes que o laudo foi dado \u201ccom base em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos\u201d.<\/p>\n<h2><em>Habeas corpus<\/em><\/h2>\n<p>Amparados por\u00a0<em>habeas corpus<\/em>\u00a0concedido nesta ter\u00e7a-feira, 3, pela ministra Rosa Weber, do STF, os engenheiros Andr\u00e9 Jum Yassuda e Makoto Namba ficaram calados durante a sess\u00e3o da CPI.<\/p>\n<p>Ambos s\u00e3o respons\u00e1veis pelo laudo de estabilidade da estrutura da barragem da Mina do C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, que se rompeu no dia 25 de janeiro. A presidente da CPI, senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) disse que vai recorrer da decis\u00e3o para que os engenheiros voltem \u00e0 CPI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A engenheira Ana L\u00facia Moreira Yoda, da empresa Tractebel Engineering, que assinou laudos de estabilidade da barragem de Brumadinho de 2017 a junho de 2018, disse hoje (3), na Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) do Senado que investiga o rompimento da Barragem de Brumadinho (MG), que, enquanto atuou na mina, n\u00e3o havia nenhum indicativo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":136551,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,262,252,439],"tags":[],"class_list":["post-137355","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-noticias","category-regiao","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/137355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=137355"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/137355\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/136551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=137355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=137355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=137355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}