{"id":136789,"date":"2019-03-26T15:07:31","date_gmt":"2019-03-26T18:07:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=136789"},"modified":"2019-03-26T15:07:31","modified_gmt":"2019-03-26T18:07:31","slug":"bc-vai-observar-o-comportamento-da-economia-em-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=136789","title":{"rendered":"BC vai observar o comportamento da economia em longo prazo"},"content":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) afirmou que vai observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo. O comit\u00ea, que optou por manter a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic em 6,5% ao ano, na \u00faltima semana, acrescentou que essa an\u00e1lise sobre a economia n\u00e3o ser\u00e1 conclu\u00edda no curto prazo. A informa\u00e7\u00e3o consta da ata da reuni\u00e3o do Copom, divulgada nesta ter\u00e7a-feira, 26.<\/p>\n<p>Embora a maioria dos analistas esperavam por manuten\u00e7\u00e3o da taxa em 6,5% ao ano, alguns apostaram na redu\u00e7\u00e3o da Selic como forma de estimular a economia.<\/p>\n<p>Na ata, o Copom afirma que a economia brasileira sente o impacto da paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros no ano passado, da piora do ambiente externo para economias emergentes a partir do segundo trimestre de 2018 e a \u201celevada incerteza sobre o rumo da pol\u00edtica econ\u00f4mica brasileira\u201d no per\u00edodo eleitoral. \u201cEsses fatores produziram impactos sobre a economia e aperto relevante das condi\u00e7\u00f5es financeiras, cujos efeitos sobre a atividade econ\u00f4mica persistem mesmo ap\u00f3s cessados seus impactos diretos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Copom julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado. O Comit\u00ea considera que esta avalia\u00e7\u00e3o demanda tempo e n\u00e3o dever\u00e1 ser conclu\u00edda a curto prazo\u201d, destacou o BC.<\/p>\n<p>O Copom afirmou que os pr\u00f3ximos passos para a defini\u00e7\u00e3o da taxa Selic continuam dependendo da evolu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, do balan\u00e7o de riscos e das proje\u00e7\u00f5es e expectativas de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Copom avalia que cautela, serenidade e perseveran\u00e7a nas decis\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria, inclusive diante de cen\u00e1rios vol\u00e1teis [com fortes oscila\u00e7\u00f5es], t\u00eam sido \u00fateis na persegui\u00e7\u00e3o de seu objetivo prec\u00edpuo de manter a trajet\u00f3ria da infla\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s metas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>No documento, o Copom avalia os riscos para a infla\u00e7\u00e3o. Para o comit\u00ea, o n\u00edvel de ociosidade da economia pode levar \u00e0 infla\u00e7\u00e3o a ficar abaixo do esperado. Por outro lado, diz o Copom, uma frustra\u00e7\u00e3o das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira pode afetar pr\u00eamios de risco (retorno adicional cobrado por investidores para aceitar correr maior grau de risco) e elevar a trajet\u00f3ria da infla\u00e7\u00e3o. \u201cO risco se intensifica no caso de deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio externo para economias emergentes\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2>Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Na ata, o Copom diz que as proje\u00e7\u00f5es para a infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o em \u201cn\u00edveis apropriados ou confort\u00e1veis\u201d convergindo para a meta que deve ser alcan\u00e7ada pelo Banco Central (BC) em 2019 e 2020.<\/p>\n<p>O BC usa a taxa Selic como instrumento para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN). Neste ano, a meta \u00e9 4,25%, com intervalo de toler\u00e2ncia entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta \u00e9 4%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.<\/p>\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, a tend\u00eancia \u00e9 diminuir os custos do cr\u00e9dito e incentivar a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de ficar acima da meta de infla\u00e7\u00e3o. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Na ata, o Copom disse que deve haver eleva\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses e atingir um pico em abril ou maio. Em seguida, a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses deve recuar e encerrar o ano em 3,9% em 2019 e 3,8% em 2020, no cen\u00e1rio considerando proje\u00e7\u00f5es do mercado financeiro para a Selic e taxa de c\u00e2mbio, ou em 4,1%, em 2019 e 4% em 2020, quando a estimativa \u00e9 constru\u00edda com taxa b\u00e1sica constante em 6,5% e d\u00f3lar a R$3,85.<\/p>\n<p>\u201cA consolida\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio favor\u00e1vel no m\u00e9dio e longo prazos depende do andamento das reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira, que s\u00e3o fundamentais para a manuten\u00e7\u00e3o do ambiente com expectativas de infla\u00e7\u00e3o ancoradas\u201d, disse o Copom.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) afirmou que vai observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo. 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