{"id":133513,"date":"2019-02-09T14:50:02","date_gmt":"2019-02-09T16:50:02","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=133513"},"modified":"2019-02-09T14:50:02","modified_gmt":"2019-02-09T16:50:02","slug":"atividades-fisicas-e-sociais-protegem-cerebro-de-danos-do-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=133513","title":{"rendered":"Atividades f\u00edsicas e sociais protegem c\u00e9rebro de danos do Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p>Atividades f\u00edsicas, sociais e de lazer praticadas por idosos e pacientes com doen\u00e7a de Alzheimer podem ajudar a preservar fun\u00e7\u00f5es cognitivas e a retardar a perda da mem\u00f3ria, mostra novo estudo desenvolvido na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e na Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo. Os est\u00edmulos promovem mudan\u00e7as morfol\u00f3gicas e funcionais no c\u00e9rebro, que protegem o \u00f3rg\u00e3o de les\u00f5es que causam as perdas cognitivas.<\/p>\n<p>A descoberta foi feita por meio de um experimento com camudongos transg\u00eanicos, os quais foram alterados geneticamente para ter uma super express\u00e3o das placas senis no c\u00e9rebro. Essas placas s\u00e3o uma das caracter\u00edsticas da doen\u00e7a de Alzheimer. Os animais foram separados em tr\u00eas grupos: os transg\u00eanicos que receberiam est\u00edmulos, os transg\u00eanicos que n\u00e3o receberiam e os animais-controle que n\u00e3o t\u00eam a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cQuando eles estavam um pouquinho mais velhos, por volta de 8 a 10 meses, colocamos parte desses animais em um ambiente enriquecido, que \u00e9 uma caixa com v\u00e1rios brinquedos, e fomos trocando os brinquedos a cada dois dias\u201d, explicou T\u00e2nia Viel, professora da Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades da USP e coordenadora do projeto.<\/p>\n<p>O experimento durou quatro meses e, ap\u00f3s esse per\u00edodo, eles foram submetidos \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de atividade motora, por meio de sensores, e de mem\u00f3ria espacial, com um teste chamado labirinto de Barnes. Os resultados mostram que os camudongos transg\u00eanicos que foram estimulados com os brinquedos tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 24,5% no tempo para cumprir o teste do labirinto, na compara\u00e7\u00e3o com os animais que n\u00e3o estiveram no ambiente enriquecido.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram analisados os c\u00e9rebros dos camundongos. Ao verificar as amostras do tecido cerebral, os pesquisadores constataram que os animais transg\u00eanicos que passaram pelos est\u00edmulos apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o de 69,2% na densidade total de placas senis, em compara\u00e7\u00e3o com os que n\u00e3o foram estimulados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o das placas senis, eles tiveram aumento de uma prote\u00edna que ajuda a limpar essa placa. Trata-se do receptor SR-B1, que se expressa na c\u00e9lula micr\u00f3glia. O receptor faz com que essa c\u00e9lula se ligue \u00e0s placas e ajude a remov\u00ea-las. \u201cOs animais-controle, sem a doen\u00e7a, tinham essa prote\u00edna que ajuda a limpar a placa, inclusive todo mundo produz essa prote\u00edna. Os animais com Alzheimer tiveram uma redu\u00e7\u00e3o bem grande dessa prote\u00edna e os animais do ambiente enriquecido [que tiveram est\u00edmulos] estavam parecidos com os animais-controle\u201d, explicou Viel.<\/p>\n<p>A pesquisadora diz que o trabalho comprova hip\u00f3teses anteriores e que agora o grupo trabalha para ampliar a verifica\u00e7\u00e3o em c\u00e3es e seres humanos. Para isso, ser\u00e1 necess\u00e1rio, inicialmente, descobrir marcadores no sangue que apontem a rela\u00e7\u00e3o com a doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p>\u201cEm ratos, a gente analisa o c\u00e9rebro e o sangue para ver se esses biomarcadores est\u00e3o tanto no c\u00e9rebro quanto no sangue. Quando a pessoa perde a mem\u00f3ria, h\u00e1 algumas prote\u00ednas que aumentam no c\u00e9rebro e outras que diminuem. Nos c\u00e3es e nos seres humanos, a gente est\u00e1 vendo s\u00f3 no sangue\u201d, justificou. Com a descoberta desses marcadores no sangue, ser\u00e1 poss\u00edvel fazer experimentos similares ao do camundongo, com testes motores e de mem\u00f3ria, para confirmar ou descartar as altera\u00e7\u00f5es em c\u00e3es e seres humanos ap\u00f3s os est\u00edmulos.<\/p>\n<p>Para T\u00e2nia Viel, como n\u00e3o se sabe qual ser humano desenvolver\u00e1 a doen\u00e7a, quanto mais aumentar a estimula\u00e7\u00e3o na vida dele, melhor vai ser para a prote\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro. \u201c\u00c9 mudar a pr\u00f3pria rotina. Muita gente fala que n\u00e3o teve tempo para fazer outras coisas, mas se a pessoa tiver condi\u00e7\u00f5es e puder passear no quarteir\u00e3o, j\u00e1 come\u00e7a por a\u00ed, fazer uma atividade f\u00edsica e uma atividade l\u00fadica, passear com cachorro, com filho, curso de idiomas, de dan\u00e7a. Isso ajuda a preservar o c\u00e9rebro\u201d, sugere.<\/p>\n<p>O estudo foi publicado na revista Frontiers in Aging Neuroscience e recebeu apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atividades f\u00edsicas, sociais e de lazer praticadas por idosos e pacientes com doen\u00e7a de Alzheimer podem ajudar a preservar fun\u00e7\u00f5es cognitivas e a retardar a perda da mem\u00f3ria, mostra novo estudo desenvolvido na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e na Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo. 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