{"id":133199,"date":"2019-02-06T14:03:16","date_gmt":"2019-02-06T16:03:16","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=133199"},"modified":"2019-02-06T14:03:16","modified_gmt":"2019-02-06T16:03:16","slug":"participacao-de-meninas-cai-na-olimpiada-brasileira-de-astronomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=133199","title":{"rendered":"Participa\u00e7\u00e3o de meninas cai na Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia"},"content":{"rendered":"<p>A porcentagem de meninas que participam da Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia e Astron\u00e1utica (OBA), a maior olimp\u00edada cient\u00edfica do Brasil vem caindo, no ensino m\u00e9dio, ano a ano. De acordo com dados compilados\u00a0em 2010, quando elas eram maioria, chegaram a representar 53,9% dos participantes. A partir de ent\u00e3o, essa participa\u00e7\u00e3o foi caindo. Em 2018, as meninas eram 48% do total.<\/p>\n<p>Com inscri\u00e7\u00f5es abertas, a organiza\u00e7\u00e3o da OBA pretende atrair mais participantes mulheres, sobretudo do ensino m\u00e9dio, para a competi\u00e7\u00e3o este ano. \u201cQualquer uma das profiss\u00f5es tamb\u00e9m pode ser ocupada por mulheres, por que n\u00e3o as ci\u00eancias exatas?\u201d, diz o diretor da OBA e astr\u00f4nomo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Jo\u00e3o Canalle.<\/p>\n<p>A OBA est\u00e1 na 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o e, ao longo da hist\u00f3ria, mobilizou cerca de 10 milh\u00f5es de estudantes. Os melhores classificados na OBA representam o pa\u00eds nas olimp\u00edadas Internacional de Astronomia e Astrof\u00edsica e Latino-Americana de Astronomia e Astron\u00e1utica. Canalle lembra que uma das primeiras estudantes a representar o Brasil nesta Olimp\u00edada, em 2011, foi a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP). \u201c\u00c9 uma mulher e isso poderia incentivar as meninas a participarem mais das olimp\u00edadas cient\u00edficas\u201d, diz Canalle.<\/p>\n<p>De acordo com os dados de participa\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos dez anos, no n\u00edvel 1 da OBA, voltado para os estudantes do 1\u00ba ao 3\u00ba ano do ensino fundamental, a participa\u00e7\u00e3o de meninas e meninos \u00e9 praticamente a mesma, a m\u00e9dia \u00e9 50,3% garotas e 49,7%, garotos. A diferen\u00e7a aumenta no n\u00edvel 4, voltado para alunos do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>A OBA organiza tamb\u00e9m a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), que neste ano est\u00e1 na 13\u00aa edi\u00e7\u00e3o. O evento avalia a capacidade dos estudantes de construir e lan\u00e7ar, o mais longe poss\u00edvel, foguetes feitos de garrafa pet, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante. Nesta competi\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o dos meninos tamb\u00e9m \u00e9 maior que a das meninas. A m\u00e9dia de participa\u00e7\u00e3o delas, de 2009 a 2018, foi 48,1% no n\u00edvel 1. A porcentagem cai, considerando o mesmo per\u00edodo, para 46,4% no n\u00edvel 4.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de mulheres na ci\u00eancia \u00e9 algo que vem sendo discutido tanto no Brasil quanto internacionalmente. Estudo da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) mostra que apesar de serem cerca da metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, as mulheres representam\u00a0apenas 28% dos pesquisadores em ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica.<\/p>\n<h2>Inscri\u00e7\u00f5es abertas<\/h2>\n<p>As inscri\u00e7\u00f5es para as escolas p\u00fablicas e particulares de ensino fundamental e m\u00e9dio que ainda n\u00e3o participaram da OBA e da MOBFOG v\u00e3o at\u00e9 o dia 17 de mar\u00e7o. O cadastro \u00e9 \u00fanico para os dois eventos e deve ser feito pelo\u00a0<em>site<\/em>\u00a0www.oba.org.br. A prova, composta por dez perguntas, sete de astronomia e tr\u00eas de astron\u00e1utica, ser\u00e1 aplicada no dia 17 de maio.<\/p>\n<p>J\u00e1 os foguetes devem ser elaborados e lan\u00e7ados individualmente ou em equipe. Ap\u00f3s o dia 17 de maio, a escola dever\u00e1 informar os nomes dos participantes e os alcances obtidos por seus foguetes. Todos, incluindo professores e diretores, recebem um certificado e os estudantes que alcan\u00e7arem os melhores resultados receber\u00e3o medalhas.<\/p>\n<p>Os melhores colocados nas competi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m poder\u00e3o participar de eventos voltados para o tema. Os alunos e os professores podem se preparar para a prova atrav\u00e9s do aplicativo Simulado OBA, dispon\u00edvel para celulares,\u00a0<em>tablets<\/em>, e computadores, e pelo\u00a0<em>site<\/em>\u00a0da olimp\u00edada, que fornece v\u00eddeos explicativos, al\u00e9m de provas e gabaritos das edi\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p>A OBA \u00e9 coordenada por uma comiss\u00e3o formada por membros da Sociedade Astron\u00f4mica Brasileira (SAB) e da Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e da Universidade Paulista (Unip).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A porcentagem de meninas que participam da Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia e Astron\u00e1utica (OBA), a maior olimp\u00edada cient\u00edfica do Brasil vem caindo, no ensino m\u00e9dio, ano a ano. 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