{"id":132038,"date":"2019-01-26T07:12:57","date_gmt":"2019-01-26T09:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=132038"},"modified":"2019-01-26T09:15:16","modified_gmt":"2019-01-26T11:15:16","slug":"presidente-da-vale-tragedia-de-brumadinho-e-mais-humana-que-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=132038","title":{"rendered":"Presidente da Vale: trag\u00e9dia de Brumadinho \u00e9 mais humana que ambiental"},"content":{"rendered":"<p>O presidente da Vale, F\u00e1bio Schvartsman, disse na noite dessa sexta-feira, 25, que o rompimento da barragem na Mina Feij\u00e3o, em Brumadinho (MG), ter\u00e1 um impacto mais humana do que ambiental. Segundo ele, a maior parte das v\u00edtimas s\u00e3o funcion\u00e1rios da empresa. &#8220;Dessa vez \u00e9 uma trag\u00e9dia humana. Estamos falando de uma quantidade provavelmente grande de v\u00edtimas. N\u00e3o sabemos quantas, mas sabemos que ser\u00e1 um n\u00famero grande&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o foi apresentada durante coletiva de imprensa ao ser questionado se o epis\u00f3dio se equipara \u00e0 trag\u00e9dia de Mariana (MG), ocorrida em novembro de 2005, quando se rompeu uma barragem da Samarco, empresa da qual a Vale \u00e9 uma das acionistas. Na ocasi\u00e3o, 19 pessoas morreram e centenas ficaram desalojados em decorr\u00eancia da destrui\u00e7\u00e3o de comunidades. Considerada a maior trag\u00e9dia ambiental do pa\u00eds, o epis\u00f3dio provocou ainda devasta\u00e7\u00e3o de florestas e polui\u00e7\u00e3o da bacia do Rio Doce.<\/p>\n<p>No caso do rompimento em Brumadinho, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou sete mortes e estima que cerca de 200 pessoas\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2019-01\/bombeiros-estimam-cerca-de-200-desaparecidos-apos-barragem-se-romper\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">est\u00e3o desaparecidas<\/a>. A Vale n\u00e3o divulgou n\u00famero de mortes. &#8220;Mas certamente haver\u00e3o&#8221;, disse Schvartsman.<\/p>\n<p>De outro lado, o presidente da Vale avalia que o dano ambiental ser\u00e1 menor em compara\u00e7\u00e3o com o ocorrido na trag\u00e9dia de Mariana. &#8220;Como a barragem era inativa, o material era razoavelmente seco. E consequentemente, ele n\u00e3o tem poder de se deslocar por longas regi\u00f5es. A parte ambiental deve ser muito menor e a parte humana terr\u00edvel&#8221;, reiterou. Segundo ele, o rejeito n\u00e3o ir\u00e1 al\u00e9m de onde ele est\u00e1 nesse momento.<\/p>\n<p>Schvartsman informou que haviam cerca de 300 funcion\u00e1rios pr\u00f3prios e terceirizados na Mina Feij\u00e3o quando houve o rompimento. Parte deles estava em um refeit\u00f3rio, que foi soterrado, mas pelo menos 100 foram localizados. O presidente da Vale n\u00e3o soube dizer com seguran\u00e7a o que houve com o sistema de sirenes estruturado para avisar previamente a ocorr\u00eancia de acidentes. &#8220;\u00c9 prov\u00e1vel que elas tenham funcionado, mas a velocidade com que isso ocorreu impediu que se tivesse qualquer benef\u00edcio&#8221;.<\/p>\n<p>A Vale organizou um gabinete de crise com a participa\u00e7\u00e3o de seus diretores. Schvartsman viaja ainda hoje para Brumadinho. Segundo ele, n\u00e3o ser\u00e3o poupados esfor\u00e7os para atender as v\u00edtimas. Assistentes sociais e psic\u00f3logos j\u00e1 estariam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Barragem<\/h2>\n<p>O presidente da Vale disse ser ainda cedo para\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2019-01\/nos-ainda-nao-sabemos-o-que-aconteceu-diz-presidente-da-vale\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entender o que aconteceu\u00a0<\/a>\u00a0e est\u00e1 dilacerado e surpreso com a trag\u00e9dia. &#8220;Esta barragem estava inativa, n\u00e3o recebia mais material. H\u00e1 mais de tr\u00eas anos ela n\u00e3o opera e estava em processo de descomissionamento [procedimento de elimina\u00e7\u00e3o de uma infraestrutura depois de atingir a sua vida \u00fatil]&#8221;.<\/p>\n<p>Schvartsman disse que em, 26 de setembro de 2018, a estabilidade da barragem na Mina Feij\u00e3o foi atestada em auditoria da empresa alem\u00e3 T\u00fcv S\u00fcd e que uma leitura dos monitores feita no \u00faltimo dia 10 n\u00e3o mostrou irregularidades.<\/p>\n<p>O presidente informou que o rejeito era composto de s\u00edlica e que a capacidade da barragem era de 12 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o clara sobre o volume que vazou e nem mesmo se a estrutura operava em seu limite. Segundo ele, o material vazado alcan\u00e7ou uma segunda barragem que transbordou, mas n\u00e3o se rompeu. Para compara\u00e7\u00e3o, na trag\u00e9dia de Mariana, 39 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeito se dispersaram pelo meio ambiente.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Vale, F\u00e1bio Schvartsman, disse na noite dessa sexta-feira, 25, que o rompimento da barragem na Mina Feij\u00e3o, em Brumadinho (MG), ter\u00e1 um impacto mais humana do que ambiental. Segundo ele, a maior parte das v\u00edtimas s\u00e3o funcion\u00e1rios da empresa. &#8220;Dessa vez \u00e9 uma trag\u00e9dia humana. 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