{"id":131534,"date":"2019-01-21T05:30:49","date_gmt":"2019-01-21T07:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=131534"},"modified":"2019-01-21T10:34:28","modified_gmt":"2019-01-21T12:34:28","slug":"pais-se-organizam-para-gastar-menos-com-material-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=131534","title":{"rendered":"Pais se organizam para gastar menos com material escolar"},"content":{"rendered":"<p>Grupos de<em>\u00a0WhatsApp\u00a0<\/em>e feiras de troca ajudam m\u00e3es, pais e respons\u00e1veis a economizar na compra do material escolar. Com itens cada vez mais caros, fam\u00edlias recorrem a ajuda de outros pais para completar a lista.<\/p>\n<p>A comerciante K\u00e1tia Rodrigues, 53 anos, criou quatro grupos no\u00a0<em>WhatsApp<\/em>, dois para compra e venda de livros, um para uniformes escolares e um para compra de materiais de papelaria.<\/p>\n<p>A poucos dias para o in\u00edcio das aulas, ela finaliza as compras: \u201cEstou indo agora na papelaria, onde conseguimos desconto, e depois vou \u00e0 casa de uma m\u00e3e, para buscar o uniforme que comprei\u201d, disse.<\/p>\n<p>Com tr\u00eas filhos, Guilherme, 22 anos, Giovanna, 15 anos e Felipe, 14 anos, K\u00e1tia faz um malabarismo anual para economizar no material escolar. Hoje Felipe j\u00e1 est\u00e1 na faculdade, mas as reuni\u00f5es com outros pais come\u00e7aram quando mais velho ainda estava na escola.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos grupos no WhatsApp, ela j\u00e1 organizou duas feiras de troca em Bras\u00edlia. \u201cAs pessoas levavam cangas e colocavam os materiais ali\u201d.<\/p>\n<p>Neste ano, ela reuniu um grupo de pais e conquistou para o coletivo um desconto de 6% em uma das papelarias da cidade. \u201cEssa organiza\u00e7\u00e3o gera uma economia para os pais. Al\u00e9m disso, tem a quest\u00e3o do impacto ecol\u00f3gico. Os livros e as roupas s\u00e3o adequadamente reutilizados. Para o meio ambiente \u00e9 \u00f3timo\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Economia<\/h2>\n<p>A engenheira Nandeir Viana, 49 anos, tamb\u00e9m \u00e9 uma das integrantes de grupos de trocas no<em>\u00a0WhatsApp<\/em>. Este ano, ela arrecadou R$675 com livros usados pelas filhas em anos anteriores. Dinheiro que ajudou a pagar os quase R$5 mil que gastou com os livros did\u00e1ticos das duas filhas, Aline, 11 anos, e Amanda, 14 anos, para este ano.<\/p>\n<p>Nadeir conta que doou, vendeu e trocou livros em grupos e feiras. \u201cTem livro que comecei vendendo por R$60, depois passou para R$50. Agora j\u00e1 estou aceitando R$10. Vendi muito livro paradid\u00e1tico no troca-troca. O pre\u00e7o padr\u00e3o nos grupos \u00e9 de R$20, mas a gente faz descontos, vende tr\u00eas por R$50\u201d, explicou.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 interessante porque est\u00e1 todo mundo nessa situa\u00e7\u00e3o. A gente vende barato para comprar barato na ideia de que a mercadoria se propague. N\u00e3o faz sentido ficar com livro em casa quando ele j\u00e1 foi usado. Passa para outra pessoa\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Reajustes<\/h2>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), em geral, o material escolar est\u00e1 8% mais caro que no ano passado. Esse aumento \u00e9 puxado principalmente por artigos importados como mochilas e estojos, que est\u00e3o, em m\u00e9dia, 10% mais caros. Cadernos e outros produtos de papel, aumentaram entre 6% e 8%.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Abfiae, Sidnei Bergamaschi, os aumentos se deram principalmente pela varia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e pela alta no pre\u00e7o da mat\u00e9ria-prima do papel.<\/p>\n<p>\u201cUma dica importante \u00e9 estar atento \u00e0 qualidade do material. Muitos produtos, muitas categorias possuem certifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria do Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia]. O material tem que durar todo o ano. No in\u00edcio do ano, um produto pode parecer mais caro que outro, mas vai durar o ano inteiro, sem precisar comprar um novo\u201d, opinou.<\/p>\n<h2>Direito do Consumidor<\/h2>\n<p>O\u00a0Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)\u00a0preparou uma lista de dez dicas para economizar na volta \u00e0s aulas.<\/p>\n<p>Segundo o Idec, os respons\u00e1veis devem avaliar a lista de materiais escolares com cuidado. Muitos itens utilizados em anos anteriores, como estojo, r\u00e9gua, tesoura, mochila, podem ser reaproveitados. Al\u00e9m disso, por lei, as escolas n\u00e3o podem solicitar produtos de uso coletivo, como os de higiene, limpeza, copos e talheres descart\u00e1veis, grandes quantidades de papel, grampos, pastas classificadoras, entre outros exemplos.<\/p>\n<p>\u201cO custo de material de uso coletivo deve ser considerado no c\u00e1lculo do valor das anuidades escolares e n\u00e3o pode ser repassado aos alunos nas listas de materiais, porque j\u00e1 comp\u00f5e o pre\u00e7o da mensalidade\u201d, diz o Idec.<\/p>\n<p>O Idec recomenda tamb\u00e9m fazer pesquisa de pre\u00e7os em pelo menos tr\u00eas locais e evitar personagens infantis, pois esses itens s\u00e3o mais caros e, al\u00e9m disso, podem distrair a aten\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a na aula.<\/p>\n<p>Na hora de pagar, \u00e9 importante exigir a nota fiscal com discrimina\u00e7\u00e3o do produto adquirido: sua marca e pre\u00e7o individual e total. O pre\u00e7o praticado no cart\u00e3o de cr\u00e9dito deve ser igual ao cobrado \u00e0 vista.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupos de\u00a0WhatsApp\u00a0e feiras de troca ajudam m\u00e3es, pais e respons\u00e1veis a economizar na compra do material escolar. Com itens cada vez mais caros, fam\u00edlias recorrem a ajuda de outros pais para completar a lista. 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