{"id":128964,"date":"2018-12-20T15:17:34","date_gmt":"2018-12-20T17:17:34","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=128964"},"modified":"2018-12-20T15:17:34","modified_gmt":"2018-12-20T17:17:34","slug":"ipea-preve-crescimento-do-pib-de-27-e-inflacao-em-41-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=128964","title":{"rendered":"Ipea prev\u00ea crescimento do PIB de 2,7% e infla\u00e7\u00e3o em 4,1% em 2019"},"content":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) dever\u00e1 fechar o ano de 2019 com crescimento de 2,7%, enquanto a infla\u00e7\u00e3o dever\u00e1 fechar em 4,1%, abaixo da meta fixada pelo governo, de 4,25%.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es fazem parte do estudo trimestral com an\u00e1lises de curto e m\u00e9dio prazo para o PIB, da Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgada hoje, 20.<\/p>\n<p>O diretor de Estudos e Pol\u00edticas Macroecon\u00f4micas do instituto, Jos\u00e9 Ronaldo de Souza, condiciona esse crescimento \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de reformas que viabilizem o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas no m\u00e9dio prazo, principalmente a da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cA Previd\u00eancia \u00e9 o principal item de despesa do governo, porque ela tem um crescimento projetado explosivo, ao contr\u00e1rio de outros que se mant\u00eam sob controle\u201d, disse.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, o crescimento abaixo da meta de 4,25% fixada pelo governo se dar\u00e1, em parte, devido ao elevado grau de ociosidade da economia, avalia o diretor.<\/p>\n<p>O estudo alerta, por\u00e9m, que as proje\u00e7\u00f5es est\u00e3o condicionadas \u201ca um cen\u00e1rio com ajuste fiscal promovido de forma relativamente r\u00e1pida pelo novo governo, a ser empossado em 2019\u201d.<\/p>\n<h2>PIB de 2018<\/h2>\n<p>O estudo divulgado pelo Ipea analisa cen\u00e1rios fiscais com altera\u00e7\u00f5es na Previd\u00eancia e no sal\u00e1rio m\u00ednimo e traz ainda proje\u00e7\u00f5es do PIB 2018. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o PIB deve fechar este ano com crescimento de apenas 1,3%, bem abaixo do esperado pela maioria dos analistas no in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>\u201cA alta deve ser de 0,8% na ind\u00fastria, 0,6% na agropecu\u00e1ria e de 1,4% em servi\u00e7os. O investimento previsto no setor industrial \u00e9 de 4,4%. O consumo das fam\u00edlias deve expandir 1,9%, ao passo que o consumo do governo deve permanecer praticamente estagnado\u201d, prev\u00ea o Ipea.<\/p>\n<p>Ainda segundo o estudo, \u201cas exporta\u00e7\u00f5es l\u00edquidas devem apresentar contribui\u00e7\u00e3o negativa para a expans\u00e3o do PIB, com as importa\u00e7\u00f5es crescendo substancialmente mais que as vendas externas\u201d.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o traz, ainda, estimativas da economia agr\u00edcola. De acordo com o Ipea, o PIB agropecu\u00e1rio deve crescer 0,6% em 2018 e 0,9% em 2019, com base no progn\u00f3stico do IBGE. Quando utilizados dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o crescimento previsto sobe para 2% no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<h2>Ajuste Fiscal<\/h2>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o dos economistas do Ipea \u00e9 de que o ajuste fiscal, considerado essencial para que a economia possa deslanchar, pode ser feito por meio de conten\u00e7\u00e3o do crescimento dos gastos p\u00fablicos. \u201cA redu\u00e7\u00e3o anual pode chegar a cerca de R$ 100 bilh\u00f5es em 2022, com reformas que reduzam o crescimento das despesas obrigat\u00f3rias do governo federal\u201d.<\/p>\n<p>Para que isso ocorra ser\u00e3o necess\u00e1rias, al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es na Previd\u00eancia, em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, mudan\u00e7as na regra de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u2013 a regra atual vai expirar em 2019 \u2013, na recomposi\u00e7\u00e3o de servidores p\u00fablicos aposentados e no abono salarial.<\/p>\n<h2>Conjuntura<\/h2>\n<p>O entendimento dos economistas do Ipea \u00e9 de que \u201co comportamento da economia brasileira nos \u00faltimos meses refletiu os choques e as incertezas que impactaram a atividade econ\u00f4mica e os mercados financeiros no per\u00edodo, contribuindo para que o crescimento tenha se mantido relativamente baixo \u2013 n\u00e3o obstante o resultado relativamente forte do produto interno bruto (PIB) no terceiro trimestre\u201d.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o quadro macroecon\u00f4mico se mostrou vol\u00e1til em raz\u00e3o, principalmente, das incertezas do processo eleitoral e das condi\u00e7\u00f5es externas menos favor\u00e1veis aos pa\u00edses emergentes.<\/p>\n<p>A eclos\u00e3o da greve dos caminhoneiros no segundo trimestre do ano certamente afetou de forma negativa o ritmo de retomada da atividade econ\u00f4mica, mas este desempenho decepcionante deveu-se primordialmente a outros fatores, aponta o estudo.<\/p>\n<h2>N\u00f3 fiscal<\/h2>\n<p>Os economistas do Ipea avaliam que a quest\u00e3o fiscal, em particular, continua sendo \u201co n\u00f3 que aprisiona a economia brasileira na atual armadilha de baixo crescimento e o principal desafio de pol\u00edtica econ\u00f4mica a ser enfrentado nos pr\u00f3ximos anos\u201d.<\/p>\n<p>O entendimento \u00e9 de que a estrat\u00e9gia definida pela atual equipe econ\u00f4mica foi de uma redu\u00e7\u00e3o gradual do deficit prim\u00e1rio, tendo por base a Emenda Constitucional (EC) no 95, que limita a taxa de crescimento das despesas, com pequenas exce\u00e7\u00f5es, \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do ano anterior.<\/p>\n<p>\u201cEssa estrat\u00e9gia, ao restringir o crescimento real das despesas totais do governo, deve reduzir o deficit prim\u00e1rio em 2 pontos percentuais do PIB em quatro anos\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) dever\u00e1 fechar o ano de 2019 com crescimento de 2,7%, enquanto a infla\u00e7\u00e3o dever\u00e1 fechar em 4,1%, abaixo da meta fixada pelo governo, de 4,25%. 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