{"id":127078,"date":"2018-11-30T12:42:10","date_gmt":"2018-11-30T14:42:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=127078"},"modified":"2018-11-30T12:42:10","modified_gmt":"2018-11-30T14:42:10","slug":"contas-publicas-ficam-positivas-em-r-7798-bilhoes-em-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=127078","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas ficam positivas em R$ 7,798 bilh\u00f5es em outubro"},"content":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo positivo nas contas p\u00fablicas em outubro, de acordo com dados divulgados hoje, 30, pelo Banco Central (BC). O super\u00e1vit prim\u00e1rio, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 7,798 bilh\u00f5es, resultado maior do que de igual per\u00edodo de 2017, quando foi de R$ 4,758 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em outubro, o resultado positivo veio do Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional), que apresentou super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ R$ 10,197 bilh\u00f5es, uma melhora em rela\u00e7\u00e3o ao super\u00e1vit de R$ 4,967 bilh\u00f5es em outubro de 2017.<\/p>\n<p>O resultado do governo federal foi positivo em R$ 23,774 bilh\u00f5es, em outubro, enquanto a Previd\u00eancia apresentou d\u00e9ficit de R$ 13,221 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, isso se deve ao aumento da arrecada\u00e7\u00e3o do governo federal. Ele explica que outubro \u00e9 um m\u00eas cabe\u00e7a de trimestre e concentra algumas impostos que t\u00eam arrecada\u00e7\u00e3o trimestral, como imposto de renda de pessoa jur\u00eddica e royalties do petr\u00f3leo. \u201cIsso eleva os resultados no m\u00eas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os governos estaduais e municipais tamb\u00e9m tiveram saldo negativo. Os governos estaduais de R$ 2,824 bilh\u00f5es, e os municipais, de R$ 265 milh\u00f5es. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 690 milh\u00e3o no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Nos dez primeiros meses do ano, houve d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 51,523 bilh\u00f5es, contra resultado tamb\u00e9m negativo de R$ 77,352 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2017.<\/p>\n<p>No acumulado em 12 meses encerrados em outubro, as contas p\u00fablicas ficaram com saldo negativo de R$ 84,754 bilh\u00f5es, o que corresponde a 1,24% do Produto Interno Bruto (PIB), que \u00e9 a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A meta para o setor p\u00fablico consolidado \u00e9 de um d\u00e9ficit de R$ 161,3 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<h2>Gastos com juros<\/h2>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 13,905 bilh\u00f5es em outubro, contra R$ 35,251 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2017. \u00c9 o melhor resultado para os juros desde outubro de 2008, disse Rocha.<\/p>\n<p>De janeiro a outubro, essas despesas chegaram a R$ 317,246 bilh\u00f5es, contra R$ 338,4 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2017. Em 12 meses encerrados em outubro, os gastos com juros somaram R$ 379,7 bilh\u00f5es, o que corresponde a 5,55% do PIB.<\/p>\n<p>De acordo com o BC, as interven\u00e7\u00f5es em leil\u00f5es de swaps cambial &#8211; equivalente \u00e0 venda de d\u00f3lares no mercado futuro \u2013 favoreceram a apropria\u00e7\u00e3o de juros no m\u00eas passado, com ganhos de R$ 19,3 bilh\u00f5es. Houve ent\u00e3o redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os resultados dos juros, que atingiu R$ 6,107 bilh\u00f5es no m\u00eas passado ante R$ 30,494 bilh\u00f5es de outubro de 2017.<\/p>\n<p>De janeiro a outubro, o resultado negativo ficou em R$ 368,769 bilh\u00f5es, ante R$ 415,730 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo do ano passado. Em 12 meses, o d\u00e9ficit nominal ficou em R$ 464,448 bilh\u00f5es, o que corresponde a 6,79% do PIB.<\/p>\n<h2>D\u00edvida p\u00fablica<\/h2>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,642 trilh\u00f5es em outubro, o que corresponde 53,3% do PIB, com aumento de 1,1 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a setembro (52,1% do PIB). \u00c9 o maior n\u00edvel da d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB desde maio de 2004 (53,5%).<\/p>\n<p>No m\u00eas, o impacto mais significativo foi da valoriza\u00e7\u00e3o cambial de 7,1%, que respondeu pela eleva\u00e7\u00e3o de 1,3 ponto percentual da d\u00edvida l\u00edquida, que corresponde R$ 87,493 bilh\u00f5es no estoque da d\u00edvida.<\/p>\n<p>No ano, a d\u00edvida l\u00edquida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB cresceu 1,7 ponto percentual. Segundo o BC, esse aumento ocorreu, em especial, pela incorpora\u00e7\u00e3o dos juros nominais, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio, a alta do d\u00f3lar, acumulada em 12,4%, e o efeito do crescimento do PIB nominal. A d\u00edvida p\u00fablica cai quando h\u00e1 alta do d\u00f3lar, porque as reservas internacionais, o principal ativo do pa\u00eds, s\u00e3o feitas de moeda estrangeira.<\/p>\n<p>Em outubro, a d\u00edvida bruta &#8211; que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; chegou a R$ 5,231 trilh\u00f5es ou 76,5% do PIB, com redu\u00e7\u00e3o de 0,7 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a setembro.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo positivo nas contas p\u00fablicas em outubro, de acordo com dados divulgados hoje, 30, pelo Banco Central (BC). O super\u00e1vit prim\u00e1rio, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 7,798 bilh\u00f5es, resultado maior do que de igual per\u00edodo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":127079,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,261,439],"tags":[],"class_list":["post-127078","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-economia","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/127078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=127078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/127078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/127079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=127078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=127078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=127078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}