{"id":126197,"date":"2018-11-22T08:01:05","date_gmt":"2018-11-22T10:01:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=126197"},"modified":"2018-11-22T09:22:45","modified_gmt":"2018-11-22T11:22:45","slug":"periodo-chuvoso-e-inicio-da-estacao-mais-quente-do-ano-acendem-alerta-para-proliferacao-do-aedes-aegypti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=126197","title":{"rendered":"Per\u00edodo chuvoso e in\u00edcio da esta\u00e7\u00e3o mais quente do ano acendem alerta para prolifera\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti"},"content":{"rendered":"<p>A chegada do per\u00edodo chuvoso em todo o Brasil n\u00e3o traz somente a preocupa\u00e7\u00e3o com deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es, mas coloca o pa\u00eds em alerta para outro problema recorrente nas pautas dos \u00f3rg\u00e3os de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade dos munic\u00edpios brasileiros e tamb\u00e9m para toda a popula\u00e7\u00e3o: a prolifera\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti. Causador de doen\u00e7as como a dengue, a chikungunya e a zika, o mosquito encontra no clima quente e \u00famido a oportunidade perfeita para colocar seus ovos, dando condi\u00e7\u00f5es mais do que prop\u00edcias \u00e0 sua multiplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dados do balan\u00e7o da Secretaria de Estado de Sa\u00fade de Minas Gerais (SES-MG), publicado este m\u00eas, mostram que de janeiro, at\u00e9 cinco de novembro, foram registrados 25.559 casos prov\u00e1veis de dengue em cidades mineiras. Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3bitos, foram oito confirmados nesse per\u00edodo, e outros 11 est\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os casos prov\u00e1veis de Chikungunya somam 11.785, com 15 mortes confirmadas. Ainda segundo a SES-MG, a zika atingiu 166 mineiros. Os \u00f3bitos pela doen\u00e7a n\u00e3o foram informados no balan\u00e7o.<\/p>\n<p>Juiz de Fora tamb\u00e9m segue na luta para combater o mosquito e dar fim \u00e0s doen\u00e7as causadas por ele, mas o caminho para se chegar at\u00e9 l\u00e1 ainda \u00e9 longo. O \u00faltimo Levantamento do \u00cdndice R\u00e1pido do Aedes aegypti (Liraa), feito no m\u00eas passado e que vistoriou mais de 5.500 im\u00f3veis, apontou \u00edndice de infesta\u00e7\u00e3o de 2,3% na cidade, resultado que \u00e9 considerado \u201cestado de alerta\u201d pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Os bairros com maior n\u00famero de focos positivos foram Vila Ideal, S\u00e3o Judas Tadeu, Borboleta, Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Mateus e Linhares.<\/p>\n<p>Outro dado importante apontado pelo levantamento foi a localiza\u00e7\u00e3o dos focos: 98% est\u00e3o dentro de casas e im\u00f3veis comerciais. Isto mostra a import\u00e2ncia do esfor\u00e7o de cada juiz-forano na batalha contra o mosquito.\u00a0A gerente do Departamento de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica e Ambiental da Secretaria de Sa\u00fade (SS), Cec\u00edlia Kosmann, alerta para a necessidade do engajamento da popula\u00e7\u00e3o. \u201cO combate ao mosquito \u00e9 algo que precisa ser feito de janeiro a janeiro, sem pausa. O controle vetorial tem que ser feito o tempo todo. A gente refor\u00e7a para que as pessoas usem os seus 10 minutos semanais para olhar sua resid\u00eancia e checar se h\u00e1 criadouros\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Segundo a Secretaria de Sa\u00fade de Juiz de Fora, o n\u00famero de casos de dengue este ano, de janeiro a primeiro de novembro, chegou a 86. A febre chikungunya somou 14 registros e a zika, 20. Nenhum \u00f3bito pelas doen\u00e7as foi confirmado.<\/p>\n<p>Na tentativa de reduzir esses casos e inibir a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito, o Departamento de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica e Ambiental vem desenvolvendo e intensificando as a\u00e7\u00f5es de combates. \u201cTemos as visitas domiciliares feitas pelos agentes de combate \u00e0s endemias, tamb\u00e9m as visitas aos principais pontos estrat\u00e9gicos, que s\u00e3o mais de 200 em toda a cidade, como ferro velhos e borracharias. Locais onde a gente sabe que tem realmente o ac\u00famulo de \u00e1gua e a possibilidade de ter criadouros. Essas fiscaliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas quinzenalmente e, dependendo da necessidade e ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o do agente, s\u00e3o usados larvicidas ou fazemos a aplica\u00e7\u00e3o perifocal com inseticida\u201d, conta Cec\u00edlia.<\/p>\n<p>Outra atividade que vem sendo feita \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de ovitrampas, refor\u00e7o simples e barato que tem se mostrado um importante apoio na luta contra o mosquito. \u201cA armadilha \u00e9 semelhante a um vasinho de planta, de cor preta, com \u00e1gua at\u00e9 a metade e uma \u201cpaletinha\u201d de madeira, imitando um criadouro. Se tiver alguma f\u00eamea do Aedes naquele local, ela vai colocar o ovo ali. Semanalmente, essas armadilhas s\u00e3o recolhidas e trocadas, n\u00e3o dando tempo de virar um criadouro. A partir da\u00ed, a gente traz para o laborat\u00f3rio e checa se tem ovos ou n\u00e3o. Isso ajuda a direcionar as equipes, que abrem um raio de investiga\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o onde a armadilha deu positivo para ovos do mosquito\u201d, explica Cec\u00edlia. Atualmente, essas armadilhas est\u00e3o instaladas nas zonas Norte, Leste e Nordeste e a expectativa, segundo ela, \u00e9 de que at\u00e9 o final do primeiro trimestre de 2019 as ovitrampas estejam posicionadas em toda a cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chegada do per\u00edodo chuvoso em todo o Brasil n\u00e3o traz somente a preocupa\u00e7\u00e3o com deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es, mas coloca o pa\u00eds em alerta para outro problema recorrente nas pautas dos \u00f3rg\u00e3os de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade dos munic\u00edpios brasileiros e tamb\u00e9m para toda a popula\u00e7\u00e3o: a prolifera\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti. 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