{"id":124003,"date":"2018-10-26T16:18:06","date_gmt":"2018-10-26T18:18:06","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=124003"},"modified":"2018-10-26T16:18:06","modified_gmt":"2018-10-26T18:18:06","slug":"juros-do-rotativo-do-cartao-de-credito-sobem-para-2787-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=124003","title":{"rendered":"Juros do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito sobem para 278,7% ao ano"},"content":{"rendered":"<p>Os consumidores que ca\u00edram no rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito pagaram juros mais caros em setembro. A taxa m\u00e9dia do rotativo subiu 4,7 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a agosto, chegando a 278,7% ao ano. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira, 26, pelo Banco Central. A taxa m\u00e9dia \u00e9 formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.<\/p>\n<p>No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor m\u00ednimo da fatura do cart\u00e3o em dia, a taxa chegou a 259,9% ao ano em setembro, com aumento de 9,6 pontos percentual em rela\u00e7\u00e3o a agosto. J\u00e1 a taxa cobrada dos consumidores que n\u00e3o pagaram ou atrasaram o pagamento m\u00ednimo da fatura (rotativo n\u00e3o regular) subiu 0,9 pontos percentuais, indo para 292,2% ao ano.<\/p>\n<p>O rotativo \u00e9 o cr\u00e9dito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o. O cr\u00e9dito rotativo dura 30 dias. Ap\u00f3s esse prazo, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida.<\/p>\n<p>Em abril, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito passem a pagar a\u00a0mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho deste ano. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes n\u00e3o ser\u00e1 igual porque os bancos podem acrescentar \u00e0 cobran\u00e7a os juros pelo atraso e multa.<\/p>\n<p>De acordo com o chefe adjunto do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Renato Baldini, a taxa de rotativo do cart\u00e3o tem oscilado em n\u00edveis mais baixos desde abril, em consequ\u00eancia da medida do CMN. Com isso, segundo ele, houve uma redu\u00e7\u00e3o importante da taxa de juros para os inadimplentes e a migra\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es do rotativo para o cr\u00e9dito parcelado. \u201cIsso \u00e9 positivo para a redu\u00e7\u00e3o de juros de pessoas f\u00edsicas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Enquanto a taxa de juros do rotativo chegou a 278,7% ao ano, o parcelamento das d\u00edvidas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito p\u00f4de ser feito com juros de 152,4% ao ano em setembro.<\/p>\n<p><strong>Cheque especial<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa de juros do cheque especial caiu 1,8% em setembro, comparada a agosto, e est\u00e1 em 301,4% ao ano. Assim continua a ser a menor taxa desde mar\u00e7o de 2016, quando estava em 300,8% ao ano.<\/p>\n<p>As regras do cheque especial\u00a0mudaram em julho. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>As taxas do cheque especial e do rotativo do cart\u00e3o s\u00e3o as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do cr\u00e9dito pessoal, por exemplo, \u00e9 mais baixa: 122,2% ao ano em setembro, mesmo com o aumento de 0,8 ponto percentuail em rela\u00e7\u00e3o a agosto. A taxa do cr\u00e9dito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,1 ponto percentual, indo para 24,4% ao ano em setembro.<\/p>\n<p>A taxa m\u00e9dia de juros para as fam\u00edlias aumentou 0,4 ponto percentual em setembro para 52,2% ao ano. A taxa m\u00e9dia das empresas se manteve em 20,4% ao ano.<\/p>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia do cr\u00e9dito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas f\u00edsicas, caiu 0,1 ponto percentual e ficou em 4,9% em setembro. No caso das pessoas jur\u00eddicas, tamb\u00e9m houve recuo, de 0,2 ponto percentual, ficando em 3,1%. Esses dados s\u00e3o do cr\u00e9dito livre, em que os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.<\/p>\n<p>De acordo com Baldini, a inadimpl\u00eancia das fam\u00edlias (pessoas f\u00edsicas) continua no menor n\u00edvel hist\u00f3rico, desde a s\u00e9rie iniciada pelo Banco Central em mar\u00e7o de 2011. A taxa m\u00e9dia de inadimpl\u00eancia com recursos livres para pessoas f\u00edsicas e empresas &#8211; de 4,1% em setembro &#8211; tamb\u00e9m \u00e9 a menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o s\u00e3o os programas de refinanciamentos e repactua\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas em atraso. \u201cE esse processo, mais ou menos, se consolidou. Boa parte do que havia de cr\u00e9dito em atraso foi renegociado e, de certa forma, deu vida nova agora com taxas mais baixas\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Segundo ele, no caso das pessoas f\u00edsicas, isso vem ocorrendo de forma constante desde 2016. Para empresas, os processos de renegocia\u00e7\u00f5es avan\u00e7aram at\u00e9 o ano passado e vem se consolidando. \u201cA inadimpl\u00eancia das empresas est\u00e1 3,1%, era quase o disso em maio do ano passado [6%]. Mas tamb\u00e9m houve a recupera\u00e7\u00e3o da economia, com a expans\u00e3o do cr\u00e9dito e melhoria das condi\u00e7\u00f5es de pagamento\u201d, explicou.<\/p>\n<p>No caso do cr\u00e9dito direcionado (empr\u00e9stimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas f\u00edsicas tamb\u00e9m ca\u00edram 0,2 ponto percentual, para 7,6% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,7 ponto percentual, para 8,7% ao ano.<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia das pessoas f\u00edsicas caiu 0,2 ponto percentual e ficou em 1,7% e a das empresas subiu 0,4 ponto percentual, para 2%. \u201cS\u00e3o as [taxas] mais baixas desde dezembro de 2014. Esse n\u00edvel baixo configura um cen\u00e1rio favor\u00e1vel para a continuidade da recupera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do mercado de cr\u00e9dito\u201d, disse Baldini.<\/p>\n<p><strong>Saldo dos empr\u00e9stimos<\/strong><\/p>\n<p>Em setembro, o estoque de todos os empr\u00e9stimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,168 trilh\u00f5es, com aumento de 0,4% no m\u00eas e de 2,5% no ano. Em 12 meses, a expans\u00e3o foi de 3,9%.<\/p>\n<p>Esse estoque do cr\u00e9dito corresponde a 46,7% de tudo o que o pa\u00eds produz \u2013 o Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os consumidores que ca\u00edram no rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito pagaram juros mais caros em setembro. A taxa m\u00e9dia do rotativo subiu 4,7 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a agosto, chegando a 278,7% ao ano. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira, 26, pelo Banco Central. 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