{"id":123903,"date":"2018-10-28T06:00:43","date_gmt":"2018-10-28T08:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=123903"},"modified":"2018-10-25T20:32:14","modified_gmt":"2018-10-25T22:32:14","slug":"levantamento-indica-que-mais-da-metade-das-rodovias-brasileiras-apresentam-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=123903","title":{"rendered":"Levantamento indica que mais da metade das rodovias brasileiras apresentam problemas"},"content":{"rendered":"<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte, CNT, em parceria com o Servi\u00e7o Social do Transporte e Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte, SEST SENAT, realizou um estudo, abrangendo toda a extens\u00e3o da malha pavimentada federal e as principais rodovias estaduais pavimentadas, que apontou que mais da metade das rodovias brasileiras apresentam problemas. O resultado foi divulgado na 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa CNT de Rodovias e identificou que, dos 107.161 km analisados, 57,0% apresentam algum tipo de problema no estado geral, cuja avalia\u00e7\u00e3o considera as condi\u00e7\u00f5es do pavimento, da sinaliza\u00e7\u00e3o e da geometria da via. Esse percentual era de 61,8% no ano de 2017.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao pavimento, 50,9% dos trechos analisados foram avaliados com classifica\u00e7\u00e3o regular. No quesito sinaliza\u00e7\u00e3o, 44,7% da extens\u00e3o das rodovias apresentaram algum tipo de defici\u00eancia. J\u00e1 no aspecto geometria da via, 75,7% da extens\u00e3o das rodovias brasileiras foram classificadas como regular, ruim ou p\u00e9ssima, como mostra a pesquisa.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o Sudeste, 29.504km foram analisados. Na an\u00e1lise feita nos 15.236 km de rodovias estaduais e federais que passam no estado, a pesquisa apontou que 61,3% das rodovias mineiras apresentam problemas no pavimento, na sinaliza\u00e7\u00e3o ou com a geometria da via. Apenas 38,7% receberam avalia\u00e7\u00e3o como bom e \u00f3timo. Essa mesma an\u00e1lise aponta uma pequena melhora com rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2017, em que 69,8% dos trechos analisados estavam em situa\u00e7\u00e3o fora do que \u00e9 considerado ideal.\u00a0 Apesar do desempenho superior comparado ao \u00faltimo ano, a CNT estima um crescimento de\u00a028,9% do custo operacional dos transportadores em virtude dos problemas listados.<\/p>\n<p>Em todo o estado de Minas Gerais, os dados mostram que 79,3% das rodovias apresentam problemas com a geometria da via (pista simples ou dupla, presen\u00e7a de faixa adicional de subida, de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e acostamento), 55,4% possuem problemas no pavimento, enquanto 41,8% t\u00eam algum tipo de defici\u00eancia na sinaliza\u00e7\u00e3o (placas de limite de velocidade, faixas centrais, laterais e defensas).\u00a0 Ainda segundo a pesquisa, nas rodovias concedidas \u00e0 iniciativa privada no estado, o desempenho foi melhor comparado \u00e0s administradas pelo poder p\u00fablico. A porcentagem apresentada mostra que 76,1% das concedidas foram avaliadas como \u00f3timas ou boas, enquanto das p\u00fablicas, 69,4% foram reprovadas.<\/p>\n<p>\u201cA falta de investimentos \u00e9 a principal causa das p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es das rodovias brasileiras. Para corrigir os problemas mais urgentes, reconstru\u00e7\u00e3o, restaura\u00e7\u00e3o e readequa\u00e7\u00e3o das vias desgastadas, s\u00e3o necess\u00e1rios R$48,08 bilh\u00f5es. Isso \u00e9 sete vezes mais do que o or\u00e7ado pelo governo federal para todas as obras em transporte rodovi\u00e1rio este ano\u201d, afirma o presidente da CNT, Cl\u00e9sio Andrade. O or\u00e7amento 2018 para infraestrutura rodovi\u00e1ria \u00e9 de R$6,92 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre os trechos analisados na regi\u00e3o est\u00e3o as rodovias BR-040, nos trechos administrados pela Concer (Rio x Juiz de Fora) e Invepar (Juiz de Fora x Bras\u00edlia), e a BR-267, entre Leopoldina e a divisa com S\u00e3o Paulo no Sul de Minas. De acordo com o Gerente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Juiz de Fora, Osvaldo Filho, as empresas de transportes de carga j\u00e1 est\u00e3o em alerta. &#8220;Na nossa regi\u00e3o temos alguns pontos cr\u00edticos. Em alguns trechos, encontramos uma pista n\u00e3o t\u00e3o bem sinalizada. No geral, todo esse problema vai acarretar para o cliente final porque se voc\u00ea aumenta o custo de manuten\u00e7\u00e3o, o tempo maior de viagem, isso gera custo e o consumidor final acaba arcando com todo esse descaso&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o feita nos 1.210km da BR-040 e nos 391km da BR-267, somente a geometria da via de ambas foi considerada como regular. Os outros dois quesitos de an\u00e1lise, pavimenta\u00e7\u00e3o e sinaliza\u00e7\u00e3o, foram considerados como bons no levantamento. Para o Gerente do Sindicato, o ponto principal a ser adotado para reverter os entraves enfrentados \u00e9 um planejamento de reestrutura\u00e7\u00e3o. &#8220;Na quest\u00e3o da estrutura, acredito que, para a grande maioria dessas pistas, \u00e9 preciso fazer uma reestrutura\u00e7\u00e3o na pavimenta\u00e7\u00e3o, fazer duplica\u00e7\u00e3o dessas pistas para que tenha um bom fluxo de ve\u00edculos e com seguran\u00e7a&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PONTO CR\u00cdTICO<\/strong><\/p>\n<p>O novo levantamento da CNT mostrou que o n\u00famero de pontos cr\u00edticos de 2017 para 2018 subiu de 363 para 454, total de 25,1%. Esses pontos s\u00e3o aquelas situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas que ocorrem ao longo da via e que podem trazer graves riscos \u00e0 seguran\u00e7a dos usu\u00e1rios, al\u00e9m de custos adicionais de opera\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 possibilidade de dano aos ve\u00edculos, aumento do tempo de viagem ou eleva\u00e7\u00e3o da despesa com combust\u00edveis. Alguns exemplos de pontos cr\u00edticos s\u00e3o queda de barreira sobre a pista, ponte ca\u00edda, eros\u00f5es na pista, buracos grandes.<\/p>\n<p>Segundo os dados da pesquisa, apenas os problemas no pavimento geram um aumento m\u00e9dio de 26,7% no custo operacional do transporte. As rodovias que apresentam problemas reduzem a seguran\u00e7a vi\u00e1ria, aumentam o custo de manuten\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, al\u00e9m do consumo de combust\u00edvel, lubrificantes, pneus e freios. O levantamento ainda mostra que, no quadro geral de rodovias avaliadas, 464 quil\u00f4metros estavam em situa\u00e7\u00e3o p\u00e9ssima, 2.898 ruins e outros 5.980 em estado regular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte, CNT, em parceria com o Servi\u00e7o Social do Transporte e Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte, SEST SENAT, realizou um estudo, abrangendo toda a extens\u00e3o da malha pavimentada federal e as principais rodovias estaduais pavimentadas, que apontou que mais da metade das rodovias brasileiras apresentam problemas. 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