{"id":123141,"date":"2018-10-21T06:00:59","date_gmt":"2018-10-21T08:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=123141"},"modified":"2018-10-18T19:41:39","modified_gmt":"2018-10-18T22:41:39","slug":"estudo-aponta-que-numero-de-cesareas-quase-dobrou-no-mundo-nos-ultimos-15-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=123141","title":{"rendered":"Estudo aponta que n\u00famero de ces\u00e1reas quase dobrou no mundo nos \u00faltimos 15 anos"},"content":{"rendered":"<p>Apesar das diversas discuss\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do parto natural, o n\u00famero de partos realizados por ato cir\u00fargico, conhecido popularmente como parto cesariano, continua aumentando. De acordo com o estudo publicado no conceito peri\u00f3dico cient\u00edfico, The Lancert, o n\u00famero de cesarianas quase dobrou no mundo em quinze anos.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses como Rep\u00fablica Dominicana, Brasil, Egito e Turquia, o n\u00famero de cirurgias em gestantes deste tipo passa da metade dos nascimentos, sendo que a recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) \u00e9 de que a propor\u00e7\u00e3o esteja entre 10% e 15% do total.<\/p>\n<p>Para a m\u00e9dica obstetra, Mariana Sirimarco, este aumento est\u00e1 relacionado \u201c\u00e0 m\u00e1 remunera\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos pelos planos de sa\u00fade; \u00e0 comodidade do procedimento com data e hora marcada, tanto pelo paciente, quanto pelo m\u00e9dico; e tamb\u00e9m uma quest\u00e3o cultural atual, na qual, muitas vezes, a paciente n\u00e3o recebe o apoio da fam\u00edlia e do companheiro para fazer o parto normal\u201d, pontuou a obstetra.<\/p>\n<p>S\u00f3 em Juiz de Fora, foram registrados 8.369 partos na rede p\u00fablica em 2017. De acordo com o levantamento feito pelo Departamento de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica e Ambiental da Secretaria Municipal de Sa\u00fade da Prefeitura de Juiz de Fora, o n\u00famero de ces\u00e1reas \u00e9 superior ao de partos normais. Em 2017, foram realizadas 4.812 cesarianas nas maternidades da cidade, representando 57,5% do total dos partos. Deste total, ressalta-se que foram registrados mais 138 casos de parto cir\u00fargico do que em 2016, quando foram feitos 4.674.<\/p>\n<p>Outro destaque s\u00e3o as idades das pacientes. Segundo os dados fornecidos pela secretaria de sa\u00fade, esse \u00edndice aumenta entre as mulheres de 20 a 34 anos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A decis\u00e3o \u00e9 de quem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>De acordo com a Dr\u00aa Mariana, os principais casos que s\u00e3o indicados os partos cesarianos s\u00e3o em casos de riscos que comprometem a vida da m\u00e3e ou do beb\u00ea; quando a m\u00e3e passou por uma cirurgia recentemente; quando o parto n\u00e3o est\u00e1 evoluindo como deveria ou a crian\u00e7a est\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o \u201cerrada\u201d para nascer.<\/p>\n<p>Assim foi o que aconteceu com a Jacqueline Oliveira, m\u00e3e de duas filhas, 20 e 7 anos, e teve que fazer o procedimento por indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica na primeira gravidez. \u201cQuando n\u00f3s chegamos [ela e o marido] ao hospital, ap\u00f3s a bolsa romper, a gente descobriu que ela estava \u201csentadinha\u201d e acabou sendo feito a ces\u00e1rea\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o nascimento da sua segunda filha, ter a crian\u00e7a por ces\u00e1rea foi uma op\u00e7\u00e3o. Segundo ela, por j\u00e1 ter passado pelo procedimento antes, sentiu-se mais preparada e confort\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o do parto, al\u00e9m de garantir n\u00e3o ser pega de surpresa, j\u00e1 tendo data e hora marcada para o beb\u00ea nascer.<\/p>\n<p>Apesar de a escolha ser muitas vezes da m\u00e3e, assim como foi o caso da Jacqueline na sua segunda gesta\u00e7\u00e3o, vale ressaltar que a paciente passa a ser vista com outros olhos e cuidados. Por isso, al\u00e9m dos potenciais riscos inerentes a qualquer parto, acrescentam-se, ainda, os riscos inerentes a qualquer grande cirurgia. Entre as complica\u00e7\u00f5es que a gestante fica exposta, est\u00e3o: maior risco de infec\u00e7\u00f5es; de trombose dos membros inferiores; de hemorragia; de rea\u00e7\u00f5es aos anest\u00e9sicos, pois a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 mais prolongada e maior \u00e9 a incid\u00eancia da dor p\u00f3s-operat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Para a Dr\u00aa Sirimarco, o di\u00e1logo \u00e9 uma das principais formas de reverter este quadro. Segundo ela, campanhas realizadas na cidade, orientando as mulheres dos benef\u00edcios dos partos normais j\u00e1 tiveram resultados significativos nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>\u201cNo hospital Albert Sabin, j\u00e1 teve m\u00eas que n\u00f3s j\u00e1 conseguimos registrar um aumento de 20% dos partos normais e, para o cen\u00e1rio em que a gente vive, \u00e9 muito. Ent\u00e3o, n\u00f3s informamos que devemos respeitar o nascimento fisiol\u00f3gico, porque o nosso corpo j\u00e1 est\u00e1 preparado para esta situa\u00e7\u00e3o, diminuindo os riscos e sendo mais r\u00e1pida a recupera\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das diversas discuss\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do parto natural, o n\u00famero de partos realizados por ato cir\u00fargico, conhecido popularmente como parto cesariano, continua aumentando. De acordo com o estudo publicado no conceito peri\u00f3dico cient\u00edfico, The Lancert, o n\u00famero de cesarianas quase dobrou no mundo em quinze anos. 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