{"id":114431,"date":"2018-08-09T15:00:24","date_gmt":"2018-08-09T18:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=114431"},"modified":"2018-08-09T15:00:24","modified_gmt":"2018-08-09T18:00:24","slug":"inss-nao-vai-cobrar-devolucao-de-valor-pago-por-decisao-judicial-em-beneficios-assistenciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=114431","title":{"rendered":"INSS n\u00e3o vai cobrar devolu\u00e7\u00e3o de valor pago por decis\u00e3o judicial em benef\u00edcios assistenciais"},"content":{"rendered":"<p>O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) ampliou para todo o territ\u00f3rio nacional sua decis\u00e3o de 2015 que impede o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de cobrar devolu\u00e7\u00e3o de valores pagos em raz\u00e3o de tutela provis\u00f3ria ou liminar posteriormente revogada, em processo que verse sobre benef\u00edcio assistencial, desde que n\u00e3o constatada m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o do MPF em conjunto com o Sindicado Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos foi proposta em julho de 2012. Nela, a Procuradoria Regional dos Direitos dos Cidad\u00e3os considerou abusiva a cobran\u00e7a e apontou que a devolu\u00e7\u00e3o desmotivaria o cidad\u00e3o a buscar seus direitos na Justi\u00e7a. Na \u00e9poca, caso um segurado recebesse benef\u00edcio assistencial do INSS por decis\u00e3o judicial, poderia ser obrigado a devolver tudo que j\u00e1 havia obtido se a liminar ou senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia fossem revogadas.<\/p>\n<p>Em 2014, a Justi\u00e7a Federal julgou a a\u00e7\u00e3o parcialmente procedente, levando o INSS e o MPF a recorrerem. No ano seguinte, a 7\u00aa Turma do Tribunal julgou o processo, condenando o INSS a se abster de cobrar esses valores. A cobran\u00e7a passou a n\u00e3o poder ser feita nem via administrativa nem por nova a\u00e7\u00e3o judicial, embora tenha permanecido a possibilidade de pedido de liquida\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a dos d\u00e9bitos nos pr\u00f3prios autos do processo em que a decis\u00e3o provis\u00f3ria de concess\u00e3o e a revoga\u00e7\u00e3o da tutela ou liminar foi concedida, caso se trate de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio. Al\u00e9m disso, o ac\u00f3rd\u00e3o reconheceu invi\u00e1vel a cobran\u00e7a de valores quando se trata de a\u00e7\u00e3o sobre benef\u00edcio assistencial.<\/p>\n<p>O acordo restringia a abrang\u00eancia da decis\u00e3o \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o do TRF3 (ou seja, aos estados de S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul). Diante disso, o MPF op\u00f4s embargos, com o objetivo de ampliar a efic\u00e1cia da decis\u00e3o para todo o pa\u00eds. Em seu recurso, a procuradora regional da Rep\u00fablica Eug\u00eania Gonzaga ressaltou que o posicionamento atual do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 pela n\u00e3o limita\u00e7\u00e3o territorial da efic\u00e1cia das decis\u00f5es de a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas coletivas contra pessoa jur\u00eddica de alcance nacional.<\/p>\n<p>O Tribunal acolheu ent\u00e3o, esses argumentos, reconhecendo que a m\u00ednima seguran\u00e7a jur\u00eddica n\u00e3o pode permitir que haja no pa\u00eds 27 diferentes comandos judiciais diferentes em cada estado, a atingirem uma fra\u00e7\u00e3o do mesmo r\u00e9u. A quest\u00e3o jur\u00eddica colocada na a\u00e7\u00e3o deve abranger todo territ\u00f3rio nacional de modo id\u00eantico, j\u00e1 que \u00e9 invi\u00e1vel que a regula\u00e7\u00e3o do tema, para a autarquia, seja feita de forma diferente em cada estado da Federa\u00e7\u00e3o. Com isso, o Tribunal reconheceu a abrang\u00eancia nacional da decis\u00e3o que impede o INSS de cobrar devolu\u00e7\u00e3o de valores referentes a benef\u00edcio assistencial pagos por decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) ampliou para todo o territ\u00f3rio nacional sua decis\u00e3o de 2015 que impede o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de cobrar devolu\u00e7\u00e3o de valores pagos em raz\u00e3o de tutela provis\u00f3ria ou liminar posteriormente revogada, em processo que verse sobre benef\u00edcio assistencial, desde que n\u00e3o constatada m\u00e1-f\u00e9. 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