{"id":107635,"date":"2018-06-12T08:00:09","date_gmt":"2018-06-12T11:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=107635"},"modified":"2018-06-12T08:00:27","modified_gmt":"2018-06-12T11:00:27","slug":"onu-mulheres-defende-ampliacao-da-participacao-feminina-na-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=107635","title":{"rendered":"ONU Mulheres defende amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil ocupa a 32\u00aa posi\u00e7\u00e3o em um ranking de 33 pa\u00edses latino-americanos e caribenhos sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina em Parlamentos. Segundo a ONU Mulheres, no Brasil, 10% do total de parlamentares eleitos s\u00e3o mulheres. Apenas Belize tem menor representa\u00e7\u00e3o parlamentar feminina, com percentual de 3,1%.<\/p>\n<p>O desafio do Brasil para superar esse cen\u00e1rio de desigualdade \u00e9 o centro do debate do Semin\u00e1rio Internacional Equidade de G\u00eanero: Representa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica de Mulheres &#8211; Di\u00e1logo Pa\u00edses N\u00f3rdicos, Brasil e Am\u00e9rica Latina, que est\u00e1 sendo realizado em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem realmente que perguntar o que o Brasil, os brasileiros, as brasileiras e, especialmente, os partidos pol\u00edticos v\u00e3o fazer para eleger pelo menos 30% de mulheres nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es,\u201d destacou a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, na abertura do semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nadine considerou a situa\u00e7\u00e3o brasileira \u201cinacredit\u00e1vel\u201d, tendo em vista que h\u00e1 pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o das mulheres nos espa\u00e7os institucionais, como cotas, desde 1997, e reserva de parte do Fundo Partid\u00e1rio e do hor\u00e1rio eleitoral gratuito para campanhas de mulheres.<\/p>\n<p>A perman\u00eancia da cultura machista, inclusive nos partidos pol\u00edticos, a falta de visibilidade e de investimento em candidaturas femininas e mesmo quest\u00f5es do cotidiano familiar, como a falta de corresponsabilidade entre homens e mulheres na distribui\u00e7\u00e3o de tarefas da vida privada, foram apontados como motivos para a presen\u00e7a pouco expressiva delas na pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Soma-se a isso a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de diversos pa\u00edses, ressaltou a consultora das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Line Bareiro. \u201cNeste momento, temos um enfraquecimento da democracia dentro da regi\u00e3o e da institucionalidade democr\u00e1tica. Sem institui\u00e7\u00f5es, vai continuar vigorando a lei do mais forte\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>EXEMPLOS INTERNACIONAIS<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, o pa\u00eds com maior representatividade pol\u00edtica feminina \u00e9 a Bol\u00edvia, que hoje tem, em m\u00e9dia, mais de 50% de parlamentares mulheres em suas casas legislativas. O percentual d\u00e1 \u00e0 Bol\u00edvia o segundo lugar na lista de pa\u00edses com forte presen\u00e7a feminina no Congresso.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds africano, Ruanda, est\u00e1 em primeiro lugar, com 61,3% de mulheres atuando na C\u00e2mara e 38,5% no Senado, conforme dados da ONU do ano passado. Em termos regionais, destacam-se os pa\u00edses n\u00f3rdicos. A Su\u00e9cia, por exemplo, tem 52,2% de parlamentares mulheres.<\/p>\n<p>Participante do semin\u00e1rio, que prop\u00f5e um di\u00e1logo entre diferentes regi\u00f5es sobre o tema, o embaixador da Su\u00e9cia no Brasil, Per-Arne Hjelmborn, afirmou que a igualdade de g\u00eanero \u00e9 um dos pilares da sociedade sueca.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que a Su\u00e9cia tenha tido o primeiro governo feminista do mundo\u201d. O termo tem sido utilizado pelo governo sueco, formado por uma coaliz\u00e3o entre os partidos Social-Democrata e o Verde, que assumiu o poder em 2014.<\/p>\n<p>Comemorando avan\u00e7os institucionais expressos na forma\u00e7\u00e3o de governos, o secret\u00e1rio-geral do Centro Latino-americano de Administra\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento (Clad), Francisco Vel\u00e1zquez, citou o exemplo espanhol, que pela primeira vez tem o governo formado majoritariamente por mulheres, o que ocorreu na \u00faltima quarta-feira, 6. Dos 17 ministros nomeados pelo novo primeiro-ministro, Pedro S\u00e1nchez, 11 s\u00e3o mulheres. Dos homens, dois s\u00e3o assumidamente homossexuais, destacou Vel\u00e1zquez.<\/p>\n<p>Para Vel\u00e1zquez, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres contribui para o fortalecimento do Estado e das institui\u00e7\u00f5es. \u201cAs mulheres s\u00e3o muito importantes em todas as quest\u00f5es da vida, como \u00e9 obvio, mas sobretudo na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Na maioria dos pa\u00edses-membros do Clad, as mulheres s\u00e3o mais de 50% dos trabalhadores, dos servidores p\u00fablicos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>CAMINHOS POSS\u00cdVEIS<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Apesar das dificuldades para mudar o quadro de desigualdade de g\u00eanero, para a ONU Mulheres o mundo tem uma oportunidade para ampliar a participa\u00e7\u00e3o feminina: os compromissos fixados pelos Estados-membros das Na\u00e7\u00f5es Unidas que ratificaram os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS).<\/p>\n<p>Entre os 17 eixos de a\u00e7\u00e3o, o quinto trata de igualdade de g\u00eanero e tem como uma de suas metas a garantia da \u201cparticipa\u00e7\u00e3o plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a lideran\u00e7a em todos os n\u00edveis de tomada de decis\u00e3o na vida pol\u00edtica, econ\u00f4mica e p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTemos at\u00e9 2030 para mudar de verdade o mundo, para realmente ter uma possibilidade de n\u00e3o deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s e para construir sociedades mais igualit\u00e1rias. E a gente tem os instrumentos para fazer isso\u201d, afirmou Nadine Gasman.<\/p>\n<p>Um desses instrumentos \u00e9 o conceito de democracia parit\u00e1ria, que a ONU tem desenvolvido para qualificar e propor \u201cuma profunda transforma\u00e7\u00e3o dos estados, tanto na qualidade quanto na quantidade da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres, que tem um impacto em todas as pol\u00edticas e em todos os investimentos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, 12, a cria\u00e7\u00e3o, implementa\u00e7\u00e3o e cumprimento de legisla\u00e7\u00e3o para a equidade da representa\u00e7\u00e3o de mulheres no Legislativo e no Executivo, bem como os fatores que determinam a sub-representa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica ser\u00e3o debatidos no semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>O evento \u00e9 promovido pela Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Enap), vinculada ao Minist\u00e9rio do Planejamento, Desenvolvimento e Gest\u00e3o, pela ONU Mulheres, pela Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais, pela Eurosocial e pelas embaixadas dos pa\u00edses n\u00f3rdicos. As discuss\u00f5es ocorrem na sede da Enap, em Bras\u00edlia, e tamb\u00e9m podem ser acompanhadas pela <a href=\"http:\/\/assiste.enap.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">internet<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ocupa a 32\u00aa posi\u00e7\u00e3o em um ranking de 33 pa\u00edses latino-americanos e caribenhos sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina em Parlamentos. Segundo a ONU Mulheres, no Brasil, 10% do total de parlamentares eleitos s\u00e3o mulheres. Apenas Belize tem menor representa\u00e7\u00e3o parlamentar feminina, com percentual de 3,1%. 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