{"id":106800,"date":"2018-06-05T13:56:23","date_gmt":"2018-06-05T16:56:23","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=106800"},"modified":"2018-06-05T14:14:32","modified_gmt":"2018-06-05T17:14:32","slug":"brasil-ultrapassa-a-marca-de-62-mil-homicidios-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=106800","title":{"rendered":"Brasil ultrapassa a marca de 62 mil homic\u00eddios por ano"},"content":{"rendered":"<p>No ano de 2016, 62.517 pessoas foram assassinadas no Brasil, o que equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes. Os dados s\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira, 5, no 11\u00ba Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP). Segundo a an\u00e1lise, a taxa de homic\u00eddios no Brasil corresponde a 30 vezes a da Europa, e o pa\u00eds soma 553 mil pessoas assassinadas nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>Todos os estados que lideram a taxa de letalidade est\u00e3o na Regi\u00e3o Norte ou no Nordeste: Sergipe (64,7 para cada 100 mil habitantes), Alagoas (54,2), Rio Grande do Norte (53,4), Par\u00e1 (50,8), Amap\u00e1 (48,7), Pernambuco (47,3) e Bahia (46,9). As maiores varia\u00e7\u00f5es na taxa foram observadas em S\u00e3o Paulo, onde houve redu\u00e7\u00e3o de 56,7%, e no Rio Grande do Norte, que registrou aumento de 256,9%.<\/p>\n<h2>Juventude negra<\/h2>\n<p>A viol\u00eancia letal contra jovens continua se agravando nos \u00faltimos anos e j\u00e1 responde por 56,5% das mortes de homens entre 15 e 19 anos de idade. Na faixa entre 15 e 29 anos, sem distin\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, a taxa de homic\u00eddio por 100 mil habitantes \u00e9 de 142,7, e sobe para 280,6, se considerarmos apenas os homens jovens.<\/p>\n<p>O problema se agrava ao incluir a ra\u00e7a\/cor na an\u00e1lise. Nos \u00faltimos dez anos, a taxa de homic\u00eddios de indiv\u00edduos n\u00e3o negros diminuiu 6,8% e a vitimiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra aumentou 23,1%, chegando em 2016 a uma taxa de homic\u00eddio de 40,2 para indiv\u00edduos negros e de 16 para o resto da popula\u00e7\u00e3o. Ou seja, 71,5% das pessoas que s\u00e3o assassinadas a cada ano no pa\u00eds s\u00e3o pretas ou pardas<\/p>\n<h2>Feminic\u00eddio e estupro<\/h2>\n<p>A viol\u00eancia contra a mulher tamb\u00e9m piora a cada ano. Os dados apontam que 68% dos registro de estupro s\u00e3o de v\u00edtimas menores de 18 anos e quase um ter\u00e7o dos agressores das crian\u00e7as de at\u00e9 13 anos s\u00e3o amigos e conhecidos da v\u00edtima e 30% s\u00e3o familiares mais pr\u00f3ximos como pa\u00eds, m\u00e3es, padrastos e irm\u00e3os. Quando o criminoso \u00e9 conhecido da v\u00edtima, 54,9% dos casos s\u00e3o a\u00e7\u00f5es recorrentes e 78,5% dos casos ocorreram na pr\u00f3pria resid\u00eancia.<\/p>\n<h2>Controle de armamento<\/h2>\n<p>Os pesquisadores ressaltam a import\u00e2ncia de uma pol\u00edtica de controle respons\u00e1vel de armas de fogo para aumentar a seguran\u00e7a de todos. Segundo a pesquisa, entre 1980 e 2016, 910 mil pessoas foram mortas por perfura\u00e7\u00e3o de armas de fogo no pa\u00eds. No come\u00e7o da d\u00e9cada de 1980, os homic\u00eddios com arma de fogo eram 40% do total e chegou a 71,1% em 2003, quando foi implantado o Estatuto do Desarmamento. A propor\u00e7\u00e3o se manteve est\u00e1vel at\u00e9 2016. O levantamento aponta, ainda, que os estados onde houve maior crescimento da viol\u00eancia letal s\u00e3o os mesmos onde cresceu a vitimiza\u00e7\u00e3o por arma de fogo.<\/p>\n<p>Fonte Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 2016, 62.517 pessoas foram assassinadas no Brasil, o que equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes. 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