{"id":104452,"date":"2018-05-17T09:51:34","date_gmt":"2018-05-17T12:51:34","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=104452"},"modified":"2018-05-17T09:51:34","modified_gmt":"2018-05-17T12:51:34","slug":"macri-anuncia-fim-de-turbulencia-no-cambio-mas-preve-tempos-duros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=104452","title":{"rendered":"Macri anuncia fim de turbul\u00eancia no c\u00e2mbio, mas prev\u00ea tempos duros"},"content":{"rendered":"<p>O presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse nessa quarta-feira, 16, que considera ter superado \u201ca turbul\u00eancia cambial\u201d que levou o pa\u00eds a iniciar negocia\u00e7\u00f5es com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) para pedir um empr\u00e9stimo e acalmar os mercados. Mas deixou claro que tempos duros vir\u00e3o e que \u2013 segundo ele \u2013 o pa\u00eds est\u00e1 mais preparado para enfrentar a realidade de que os argentinos gastam mais do que ganham h\u00e1 \u201cmais de 70 anos\u201d e precisam cortar esses gastos j\u00e1.<\/p>\n<p>Macri disse que vai buscar um acordo com todas as for\u00e7as pol\u00edticas e os sindicatos para acelerar os ajustes que ele vinha implementando gradualmente desde que assumiu o poder, em dezembro de 2015. Perguntado se tinha uma autocriticada a fazer, ele respondeu que tinha sido demasiado \u201cotimista\u201d quando estabeleceu metas de crescimento e de infla\u00e7\u00e3o. O \u00edndice inflacion\u00e1rio, que o governo esperava reduzir de 25% em 2017 a 15% este ano, deve superar os 20%.<\/p>\n<p>O presidente falou em uma entrevista \u00e0 imprensa nacional e internacional, convocada para a tarde, para fazer um balan\u00e7o da situa\u00e7\u00e3o, depois da disparada do d\u00f3lar que, na Argentina, ressuscitou os fantasmas da crise de 2001 \u2013 a pior da hist\u00f3ria recente do pa\u00eds. A coletiva faz parte da estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o de Macri, que pessoalmente anunciou aos argentinos a decis\u00e3o de recorrer ao FMI. O \u00f3rg\u00e3o financeiro internacional, com sede em Washington, \u00e9 rejeitado pela maioria dos argentinos, que associam o Fundo a ajustes e apertos.<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m vai nos condicionar\u201d, disse Macri, ao garantir que o FMI n\u00e3o vai ditar que cortes precisam ser feitos. Essa decis\u00e3o \u2013 explicou \u2013 precisa ser tomada pelos dirigentes pol\u00edticos do pa\u00eds. Mas a Argentina ter\u00e1 que demonstrar que poder\u00e1 reembolsar o empr\u00e9stimo \u2013 e, para tanto, n\u00e3o pode gastar mais do que ganha. Segundo o presidente, esta e uma \u201coportunidade\u201d para fazer o que ningu\u00e9m fez em mais de sete d\u00e9cadas: acabar com o d\u00e9ficit fiscal (hoje equivalente a 6% do Produto Interno Bruto &#8211; PIB), que ele chamou de \u201cflagelo nacional\u201d.<\/p>\n<p>Macri disse que est\u00e1 disposto a pagar o pre\u00e7o pol\u00edtico por eventuais medidas impopulares \u2013 mas necess\u00e1rias \u2013 que ele n\u00e3o detalhou. O presidente assegurou que est\u00e1 mais preocupado em tirar a Argentina do buraco do que com sua reelei\u00e7\u00e3o. Sem maioria no Congresso, o governo depende de acordos pol\u00edticos para aprovar reformas pol\u00eamicas, como a trabalhista. \u201cSou otimista\u201d, disse. E justificou: os argentinos aprenderam com o passado e est\u00e3o mais conscientes de que precisam fazer esfor\u00e7os.<\/p>\n<p>No meio da entrevista, o presidente sentiu a boca a seca e brincou com a situa\u00e7\u00e3o: \u201cTanta austeridade que nem \u00e1gua tomei\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse nessa quarta-feira, 16, que considera ter superado \u201ca turbul\u00eancia cambial\u201d que levou o pa\u00eds a iniciar negocia\u00e7\u00f5es com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) para pedir um empr\u00e9stimo e acalmar os mercados. 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