{"id":104046,"date":"2018-05-15T09:45:05","date_gmt":"2018-05-15T12:45:05","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/?p=104046"},"modified":"2018-05-15T09:45:05","modified_gmt":"2018-05-15T12:45:05","slug":"prf-mapeia-24-mil-pontos-vulneraveis-a-exploracao-sexual-de-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=104046","title":{"rendered":"PRF mapeia 2,4 mil pontos vulner\u00e1veis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Em rodovias e estradas federais de todo o Brasil, pelo menos 2.487 pontos s\u00e3o considerados vulner\u00e1veis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes, segundo a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). O dado foi divulgado nessa segunda-feira, 14, por meio do lan\u00e7amento da s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do projeto Mapear 2017\/2018, executado em parceria com a organiza\u00e7\u00e3o Childhood Brasil. O volume \u00e9 20% maior que o registrado no bi\u00eanio anterior.<\/p>\n<p>Do total de locais mapeados, 489 foram considerados pontos cr\u00edticos; 653 com alto risco; 776 com m\u00e9dio risco; e 569 foram avaliados como de baixo risco para explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes. A maior parte dos pontos (59,55%) est\u00e1 concentrada nas zonas urbanas, portanto de f\u00e1cil acesso, embora a incid\u00eancia (40,45%) tamb\u00e9m seja alta em \u00e1reas rurais. Na maioria das vezes, esses pontos est\u00e3o vinculados a postos de combust\u00edvel, bares, casas de shows, pontos de alimenta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de hospedagem.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o atual do mapeamento confirma uma din\u00e2mica j\u00e1 registrada em estudos anteriores: a redu\u00e7\u00e3o de pontos cr\u00edticos, que s\u00e3o aqueles que possuem a maior possibilidade de ocorr\u00eancia de explora\u00e7\u00e3o. Desta vez, foram 435 a menos, o que equivale a 47% do total em compara\u00e7\u00e3o ao bi\u00eanio 2009\/2010.<\/p>\n<p>Presidente da Comissa\u0303o Nacional de Direitos Humanos da PRF, Igor de Carvalho Ramos avalia que \u201ca redu\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque mostra que a gente est\u00e1 conseguindo fazer nosso trabalho, mas, ainda assim, \u00e9 preocupante o n\u00famero de 489 pontos. Agora, temos que atuar para continuar reduzindo essa vulnerabilidade cr\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o relevante diagnosticada no estudo \u00e9 a migra\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os para pontos que na\u0303o esta\u0303o a\u0300 beira de rodovias federais, mas para \u00e1reas mais internas. \u201cA explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 um crime muito din\u00e2mico, porque se voc\u00ea faz um enfrentamento, \u00e9 poss\u00edvel que a pr\u00e1tica migre, porque \u00e9 uma quest\u00e3o enraizada na cultura\u201d. Isso mostra, na opini\u00e3o de Ramos, que o enfrentamento deve ser feito em articula\u00e7\u00e3o com outras institui\u00e7\u00f5es e com a sociedade civil organizada.<\/p>\n<p><strong>Regi\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o Nordeste \u00e9 a que concentra maior n\u00famero de pontos vulner\u00e1veis: 644. Tamb\u00e9m \u00e9 onde est\u00e1 a maior concentra\u00e7\u00e3o de pontos cr\u00edticos: 156. Depois, est\u00e3o Sul (575 pontos), Sudeste (468), Norte (404) e Centro Oeste (396). No caso da regi\u00e3o Norte, houve um incremento expressivo no n\u00famero de pontos vulner\u00e1veis, que passou de 160 para 404.<\/p>\n<p>Entre os estados, os com maior n\u00famero de pontos s\u00e3o Paran\u00e1 (299), Par\u00e1 (232), Goi\u00e1s (185), Minas Gerais (184) e Cear\u00e1 (180). Paran\u00e1 e Par\u00e1 ampliaram o n\u00famero em 40% e 64%, respectivamente. Goi\u00e1s manteve-se praticamente est\u00e1vel, com pequeno aumento de 5%. Minas teve redu\u00e7\u00e3o de 41% e Cear\u00e1 aumentou 92% o n\u00famero de pontos registrados \u2013 o maior aumento entre todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante dessa eleva\u00e7\u00e3o, Ramos pondera que o aumento tamb\u00e9m se deve \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o necessariamente \u00e0 da explora\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s achamos que esses pontos j\u00e1 existiam, mas nos \u00faltimos anos a gente trabalhou muito na capacita\u00e7\u00e3o de policiais e passamos a usar um aplicativo de\u00a0<em>smartphone<\/em>\u00a0que facilita muito o monitoramento\u201d, explica.<\/p>\n<p>De acordo com a PRF, o objetivo do mapeamento \u00e9 contribuir com os mecanismos de busca, organiza\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o de dados sobre a explora\u00e7\u00e3o, bem como no direcionamento de a\u00e7\u00f5es preventivas e repressivas para o enfrentamento de tal viola\u00e7\u00e3o de direitos. Como resultado dessa iniciativa e da articula\u00e7\u00e3o com outros \u00f3rg\u00e3os, neste bi\u00eanio foram resgatadas 121 crian\u00e7as e adolescentes de situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Entre 2005 e 2018, a PRF resgatou 4.749 crian\u00e7as e adolescentes identificados em situa\u00e7\u00e3o de risco nas rodovias federais brasileiras.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em rodovias e estradas federais de todo o Brasil, pelo menos 2.487 pontos s\u00e3o considerados vulner\u00e1veis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes, segundo a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). O dado foi divulgado nessa segunda-feira, 14, por meio do lan\u00e7amento da s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do projeto Mapear 2017\/2018, executado em parceria com a organiza\u00e7\u00e3o Childhood Brasil. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":104047,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[302,439],"tags":[],"class_list":["post-104046","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil-mundo","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=104046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/104046\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/104047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=104046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=104046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=104046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}