Doação de Medula – Hematologista realiza palestra de conscientização para servidores da Semaur

Buscando esclarecer sobre a doação de medula óssea, o médico hematologista Ângelo Atalla ministrou palestra de sensibilização para os servidores da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaur). O encontro foi na tarde dessa quinta-feira (7), ainda como parte das atividades de conscientização da Semana Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea, realizada no final de outubro.

De acordo com o hematologista, a chance de uma pessoa que necessita de um transplante de medula óssea encontrar um doador não consanguíneo compatível é de um em cada cem mil, possibilidade extremamente rara. “Com o novo perfil de família brasileira, com a diminuição do número de filhos e em muitos casos de genitores diferentes, as chances de encontrar um doador consanguíneo diminuem a cada dia. Por isso, a importância de alimentarmos os cadastros do Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome), para aumentar a probabilidade de quem necessita de localizar uma pessoa compatível” exemplificou.

Atualmente, o Redome possui apenas 4.989.082 de pessoas cadastradas, e existem 850 pacientes necessitando de um transplante de medula no país. “Entre os cadastrados do Redome, infelizmente, existem muitos inalcançáveis. Ou seja, pessoas que em algum momento da vida se cadastraram, mas que se mudaram e não têm mais o telefone da época. Quem um dia se cadastrou deve manter os dados atualizados no site http://redome.inca.gov.br/doador/como-atualizar-os-dados”, esclareceu Atalla.

Para se torna um doador, é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa ou incapacitante; e não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso. Existem dois métodos para retirada da medula do doador. Hoje, o mais utilizado é a coleta por aférese, feita por intermédio de uma máquina que retira o sangue por meio do braço do paciente e realiza a separação do material. A outra é a punção, na qual a medula é retirada do interior de ossos da bacia, com anestesia. “Fiquei surpresa em saber como é feita a doação. Não sabia a existência do outro método além da punção, a aférese. Foi muito esclarecedora a palestra”, comentou a servidora Magda Souza.

Quem quiser se tornar um doador, basta procurar o Hemocentro, que em Juiz de Fora fica localizado na Rua Barão de Cataguases, esquina com a Avenida Rio Branco, no Centro. No momento do cadastro, é retirada somente uma pequena amostra de sangue. “Além de conscientizar cada um de vocês sobre a necessidade de se tornarem doadores de medula óssea, também desejo que sejam catalisadores, para conseguirem novos interessados”, finalizou Atalla.

 

Fonte: Assessoria

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