Profissionais e estudantes de Fisioterapia fazem manifestação contra o ensino a distância

Estudantes e profissionais do curso de fisioterapia de diversas instituições e diretores do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (CREFITO-4 MG) fizeram uma ação, no Calçadão da Rua Halfed, na tarde dessa terça-feira, 16, contra a modalidade de Ensino a Distância (EAD) para o curso de fisioterapia.

O movimento foi realizado com o objetivo de alertar para a sociedade dos prejuízos que esse tipo de formação pode trazer aos alunos, futuros profissionais, e para a saúde de toda a população que poderá precisar deste profissional no futuro.

O grupo fez uma caminhada pelas ruas da região central da cidade, distribuindo folders para a população com dados sobre a campanha para mobilizar a sociedade.

Segundo Anderson Luís Coelho, presidente do CREFITO-4 MG, em Minas Gerais, existem 112 cursos de fisioterapia, sendo 17 ofertados na modalidade EAD, em Juiz de Fora, são 7 cursos presenciais.

O conselho não é contra o uso das tecnologias, desde que elas sirvam para complementar a carga horária mínima desses cursos. Se for para inovação e que não seja para a redução de gastos dessas instituições, com baixos vínculos empregatícios, nós somos a favor, mas não podemos aceitar que as instituições com mais de 100 mil alunos tenham 7 tutores, que gravem essas aulas e que fiquem repetindo durante anos para os alunos. A atualização científica não é atualizada dessa forma, pois assim não existe a troca de experiências entre alunos e professores, não existe a vivência para o espelhamento nos seus mestres eolhando pelo lado de postura profissional”, relata Anderson Luís.

Foto: Rafaela Frutuoso

Para o estudante do 6º período do curso de fisioterapia, William Marquinis, o curso a distância mata toda experiência e vivência necessária entre o aluno e o paciente. “Mudança do curso presencial para o EAD, que vem matando praticamente o nosso curso, tirando esse contato pessoal do aluno com o professor, que é muito importante para nosso aprendizado. O ensino a distância vem matando essa troca de experiência entre o professor e aluno, que eu considero algo muito importante para enriquecer o nosso conhecimento e o nosso dia a dia dentro da faculdade”.

A estudante Samita Rossi Barbosa, também estudante do 6º período de fisioterapia, relata a importância do curso presencial, alegando ser impossível o aluno ter sensibilidade de um atendimento sem ao menos ter um contato físico com os pacientes.“O ensino presencial é fundamental para que possamos tirar dúvidas, ou indagar os nossos professores, sobre determinadas situações, que eu vejo que não é possível através do ensino fundamental. É impossível você ensinar o aluno, uma matéria, que você precisa de ter a sensibilidade para colocar a mão em um paciente, tendo um contato físico. É fundamental, nos alunos dos cursos de fisioterapia, lutar pelo direito do nosso curso ser 100% presencial, sem ensino a distância”.

“Acho que quem perde mais com esse ensino a distância é o aluno e o paciente, pois o aluno não conseguirá ter essa vivência e o paciente não terá um profissional de qualidade, já que ele nunca teve um contato prévio com o paciente”, finaliza a estudante.

Além do protesto, o CREFITO-4 MG realizou outras ações em Juiz
de Fora dentro da campanha de combate ao EAD na saúde e na Fisioterapia.
Foram instalados, em pontos estratégicos do município,painéis de LED e Front Light (semelhante ao outdoor) com dizeres
referentes ao tema, como “Cursar fisioterapia? Só se for presencial!”.

 

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