Projetos sobre segurança em tramitação na CCJ devem ser analisados em conjunto

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que conversou com líderes partidários e com a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), para que o colegiado agrupe os projetos de acordo com os temas segurança, saúde e educação, a fim de que possam tramitar em conjunto.

“Os senadores Major Olimpio [PSL-SP] e Alessandro Vieira [PPS-SE] têm cobrado insistentemente que o Senado tenha um papel de protagonista na questão da segurança pública. Com a decisão de unificar as matérias, vamos poder nos debruçar em cima de algo concreto, pois falar sobre segurança pública a gente fala todo dia, mas precisamos saber de fato qual é a pauta que os senadores vão discutir e quais as proposições prontas para serem votadas na CCJ e no Plenário” explicou.

Ataque em escola

O senador falou rapidamente com a imprensa no fim da manhã e foi indagado se uma possível ampliação legal do porte e da posse de armas de fogo não permitiria o aumento de tragédias como a ocorrida numa escola estadual em Suzano, interior de São Paulo, nesta quarta-feira, 13.

“É de fato uma tragédia. Mas temos que compreender que as pessoas estão inseguras em suas casas, e o Estado não está tendo condições de dar tranquilidade. Claro que cada tema específico dessa pauta será debatido a partir do momento que esse conjunto de proposições for unificado.  A questão do porte, a questão das penas, da modernização da legislação penal, serão debatidas em conjunto. Não podemos tratar um fato isolado em relação a matérias que estão tramitando, então vamos  juntá-las, e as comissões e o Plenário vão definir”, afirmou.

Ministérios

O presidente também foi perguntado sobre uma reunião realizada pelo Democratas e o motivo de a legenda não se declarar formalmente como base do governo Bolsonaro.

“A pauta de hoje foi para tratar de questões internas. Naturalmente houve a discussão. O entendimento que se tem é que há o sentimento do partido em ajudar o governo. Os ministros estão lá, respeitamos a escolha pessoal do presidente da República e nos sentimos envaidecidos de termos quadros como Onyx Lorenzoni [Casa Civil], Tereza Cristina [Agricultura] e Luiz Henrique Mandetta [Saúde] compondo o primeiro escalão do governo federal. Mas essa discussão partidária se dará em tempo oportuno”, afirmou.

 

Fonte: Agência Senado

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