Tombamento do acervo do Museu completa 80 anos

O Museu “Mariano Procópio” é o resultado do legado de Alfredo Ferreira Lage (1865-1944), que, dentre as suas atribuições, era colecionador e dedicou sua vida à formação de um dos mais significativos acervos artísticos, históricos e de ciências naturais do Brasil. Em 16 de fevereiro, completam-se 80 anos de tombamento, em âmbito nacional, de grande parte da coleção da instituição, que aconteceu em 1939.

Visando a legitimar o Museu e a memória de sua família para as futuras gerações, Alfredo Lage promoveu a instituição, por meio da amizade com figuras importantes da época, como membros da família Imperial Brasileira, artistas, jornalistas e políticos. Em 1935, recebeu a visita do antigo presidente Getúlio Vargas, responsável pela fundação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), em 1936, órgão responsável pelo tombamento de patrimônios históricos e artísticos nacional, hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( Ipham). No final da década de 30, a coleção foi tombada em âmbito nacional.

Para Priscila Pinheiro, historiadora do Departamento de Acervo Técnico (DAT), o objetivo do tombamento material é para que se preserve viva a memória, não apenas da instituição, mas da história da cidade e do país. Além da exposição das peças, a instituição mantém vínculo com o meio acadêmico e pesquisadores que desenvolvem estudos sobre os mais variados assuntos, contribuindo para a difusão de seu acervo. A coleção do Museu é reconhecida como eclética, composta por mais de 50 mil itens, como armas, documentos, estátuas, fotografias, livros, indumentárias, mobiliário, minerais, dentre outros.

 

Fonte: PJF

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