Doenças da memória: quais são e como identificar

Doenças da memória podem acometer a qualquer pessoa em qualquer idade, mas é durante o envelhecimento que os sintomas de esquecimento podem se agravar. Muitos dos episódios de falta de memória estão associados às questões do dia a dia, como o grande fluxo de informações e a dificuldade para reter todas elas no cérebro, mas o esquecimento também pode ser ocasionado por síndromes e doenças que devem ser diagnosticadas precocemente.

 

Várias dessas doenças são irreversíveis e tudo o que se pode fazer é atuar para que a evolução não seja tão dramática. Por isso, é muito importante que o paciente possa ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar capacitada para dar todo o suporte que a doença exige. Casas de repouso para idosos são boas opções para idosos que estão nessa condição e cujos familiares não dispõem de meios para mantê-los em suas casas, com a segurança necessária.

 

Veja algumas doenças mais comuns que causam falhas na memória:

Déficit de memória associado à idade

Esta não é propriamente um doença, mas pode acometer qualquer pessoa durante o envelhecimento. Pode surgir por volta dos 40 a 50 anos de idade e é marcado por pequeno prejuízo de atenção, perda leve de concentração e vaga dificuldade em armazenar dados recentes. É também muito atribuído ao aumento da carga de estresse que o indivíduo pode acumular ao longo do dia, diante de grande acúmulo de informações ou elevado grau de preocupação com o trabalho, por exemplo.

Síndrome demencial

A síndrome demencial é um estágio avançado do déficit de memória. De 20% a 30% dos pacientes com perda de memória associada à idade desenvolvem uma doença mais séria. É considerada uma doença quando prejudica o paciente de forma que o impede de manter certas funções sociais, pessoais e profissionais. Não está necessariamente ligada ao envelhecimento, mas tende a acometer pessoas com mais de 60 anos, podendo nunca ocorrer mesmo em idosos acima dos 90. É caracterizada por perdas graves da memória recente que ocasionam deslizes no trabalho, esquecimento do nome de familiares próximos – principalmente mais novos, como netos – e lapsos no dia a dia, como deixar de pagar uma conta por não lembrar.

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é considerada uma das mais devastadoras da memória. Menos de 5% da população com 50 anos têm a doença, porém ela acomete quase a metade dos idosos com mais de 90 anos. É causada pela redução do número de neurônios no cérebro e pelo acúmulo de uma proteína denominada beta-amiloide. Como é degenerativa, a função intelectual vai sendo perdida gradualmente, começando com leves esquecimentos – números de telefone, recados do dia a dia – a graves perdas de memória, como deixar de comer e de se vestir. O Alzheimer causa graves perdas sociais e um paciente em estágio avançado da doença fica praticamente incapaz de manter certas funções sociais.

Parkinson associado à demência

A doença de Parkinson não causa necessariamente demência, pois sua condição neurológica degenerativa e progressiva compromete a coordenação dos músculos corporais e do movimento, causando tremores, rigidez muscular e lentidão. Porém, cerca de um terço das pessoas com Parkinson podem desenvolver algum tipo de demência na fase tardia da vida. Ela ocorre porque a doença de Parkinson faz surgir depósitos microscópicos em células nervosas do cérebro denominados corpos de Lewy, associados à demência em algumas pacientes. A atuação desses depósitos microscópicos tem o nome específico de demência de corpos de Lewy que pode causar esquecimento, lentidão de pensamento, letargia e incapacidades mentais para raciocínio, tomada de decisão, planejamento e confronto de situações novas.

Doenças de memória reversíveis

Algumas doenças que são classificadas como causadoras de perda de memória podem ter seus sintomas revertidos se o diagnóstico for precoce. Entre elas, perdas causadas por tumores cerebrais, alteração nos níveis de açúcar, sódio e cálcio no sangue, deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo, neurolues ou neurossífilis e hidrocefalia de pressão intermitente podem ser tratados.

 

 

Fonte: Brands & Blogs

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