Mais de quatro milhões de jovens brasileiros estão endividados

Segundo o Indicador de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de jovens negativados, com idade entre 18 e 24 anos, recuou 21,96% em janeiro 2018. Em contrapartida, a quantidade de pessoas inadimplentes na faixa etária de 65 a 84 anos aumentou 6,19%. A estimativa do SPC Brasil é que 4,81 milhões de jovens estão devendo, o que representa mais de 20% da população mais nova.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juiz de Fora, Marcos Casarin, a falta de oportunidades no mercado de trabalho é o fator principal para a queda entre os jovens. “O endividado não possui comprovante de renda para comprar, ele não tem emprego e automaticamente não consegue adquirir nada. Não é que caiu a inadimplência, diminuiu foi o poder de compra dos brasileiros nessa faixa etária”, explica.

O Sudeste ocupa o posto da região com a menor proporção de jovens endividados no país, com 5%. Centro-Oeste e Sul, com 7,8% e 7,6%, respectivamente, encabeçam o ranking dos jovens com mais contas em atraso, enquanto que as regiões Norte com 7,4% e Nordeste com 5,7%, aparecem na terceira e quarta posições.

O levantamento também mostra que os bancos são responsáveis pelas dívidas de cerca de 45% dos jovens; seguido do comércio, com 29,9% do total de pendências; o setor de comunicações, 14,7%, e de água e luz, 1,8%.

O presidente da CDL afirma que, na maioria das vezes, o endividamento só é reconhecido pelos devedores após o início das cobranças ou quando não existe mais capital para cumprir os compromissos assumidos. Ele orienta o planejamento financeiro antes de qualquer compra e, caso não consiga pagar, o consumidor deve procurar o estabelecimento onde foi realizada a compra para negociar a dívida.

Para não se endividar, a estudante Camila Cavanellas Fernandes, de 21 anos, se programa com base nos compromissos prioritários. “Ao receber o salário, eu anoto todas as pendências e vejo se vou conseguir arcar com elas. Caso não seja possível, eu separo o que é prioritário para pagar”, diz. A postura permitiu que a jovem conhecesse um lugar diferente durante o Carnaval. “Durante muito tempo guardei uma parte da minha remuneração, e recentemente viajei para a praia”, conta.

Para realizar um levantamento das dívidas ou negociar, basta se deslocar até a sede da CDL (Rua Halfeld, nº 414, 3° andar, Centro), das 8h às 18h, portando os documentos pessoais.

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